Discussão por defeito em ônibus evoluiu para agressões; Paulo Sérgio Bins, de 56 anos, caiu, sofreu fratura craniana e não resistiu
Uma briga entre dois motoristas de transporte escolar terminou com a morte de Paulo Sérgio Bins, de 56 anos, no bairro Maria das Graças, em Colatina, no Noroeste do Espírito Santo, na quarta-feira (27). Segundo a Polícia Militar, testemunhas relataram que a discussão envolveu luta corporal, com troca de empurrões e socos, motivada por questões relacionadas a um dos veículos, conduzido por um motorista de 28 anos.
Durante a confusão, Paulo caiu na escada de um dos ônibus, passou mal pouco depois e não resistiu. O outro motorista fugiu do local, enquanto Paulo continuou com o transporte dos alunos, que presenciaram a briga.
De acordo com o delegado Edson Félix, titular da Delegacia de Infrações Penais e Outras (Dipo) de Colatina, o conflito começou quando Paulo havia vendido um ônibus a outro cidadão, que contratou o motorista de 28 anos. Problemas mecânicos nos freios do veículo levaram à discussão.
O cidadão que contratou o motorista de 28 anos teria dito que qualquer problema mecânico que houvesse no ônibus, era para ele procurar o Paulo. E foi exatamente o que ocorreu. O outro envolvido na briga procurou o Paulo para reclamar de um defeito mecânico nos freios do ônibus e houve a discussão.
O delegado explicou que o motorista de 28 anos saiu correndo do local. Paulo continuou com o transporte dos alunos, mas passou mal durante a viagem. Ele foi socorrido por um familiar e levado ao hospital, onde foi constatada fratura craniana, vindo a óbito. A Polícia Científica informou que o corpo foi encaminhado para a Seção Regional de Medicina Legal (SML), em Colatina, para ser necropsiado e, posteriormente, liberado para os familiares.
O motorista de 28 anos foi a uma delegacia e prestou as declarações, comunicando sobre a briga com Paulo. O delegado disse que ele foi ouvido e liberado, pois a autoridade policial não identificou elementos suficientes para prisão em flagrante no momento. “A Polícia Civil instaurou inquérito para ouvir testemunhas e juntar os laudos periciais, dando continuidade às investigações. Em princípio, trata-se de lesão seguida de morte, mas isso poderá ser ajustado conforme o inquérito evoluir”, explicou Félix.
A Polícia Civil instaurou inquérito para ouvir testemunhas e juntar os laudos periciais, dando continuidade às investigações. Em princípio, trata-se de lesão seguida de morte, mas isso poderá ser ajustado conforme o inquérito evoluir.
Fonte: A Gazeta