Segundo a vítima, discussão começou após uma desavença entre ela e um dos motoboys do estabelecimento
O dono de uma pizzaria foi preso após agredir a filha dentro do estabelecimento comercial em Tabuazeiro, Vitória, na Capital do Espírito Santo. A câmera de segurança flagrou o crime, registrado na noite de segunda-feira (25). Um homem que estava próximo ao balcão tenta impedir a continuação das agressões, sem sucesso. [Veja vídeo abaixo].
A Polícia Militar foi acionada e a vítima, uma mulher de 21 anos, contou que a briga com o pai começou após uma desavença entre ela (que trabalha como caixa) e um dos motoboys da pizzaria. Segundo ela, o entregador teria costume de destratá-la, motivo pelo qual disse que não daria mais encomendas para ele — o que irritou o pai.
O proprietário da pizzaria, de 61 anos, disse aos policiais que chegou ao estabelecimento e viu diversos pedidos sobre o balcão, momento em que houve uma discussão com a filha, e que ela teria iniciado as agressões físicas com um chute.
Os dois foram ouvidos na Delegacia Regional de Vitória, e Walmir Balestrero Santos acabou preso, autuado em flagrante por "lesão corporal, injúria e ameaça, todos na forma da Lei Maria da Penha", informou a Polícia Civil.
O advogado Rodrigo Bandeira de Mello, que faz a defesa do dono da pizzaria, afirma que os fatos "não foram comunicados em sua integralidade" e que "testemunhas serão ouvidas durante o processo".
"A defesa do Sr. Walmir esclarece que os fatos são tristes e lamentáveis, mas não foram comunicados em sua integralidade. Antes da ocorrência dos eventos expostos nas imagens disponibilizadas pela vítima, dela partiram agressões verbais e físicas contra o seu pai, além de ter destratado outro funcionário do estabelecimento. O vídeo, em sua totalidade, sem cortes, será entregue às autoridades competentes. Testemunhas presentes na pizzaria também serão ouvidas ao longo do devido processo legal. Apesar disso, Walmir não objetiva aqui legitimar seus atos. Arrepende-se e tomará atitudes para que eventos como esse não mais aconteçam". [Rodrigo Bandeira de Mello, advogado]
Fonte: A Gazeta


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