Furto de R$ 1,5 milhão no BB: ex-gerente de agência de Vitória é condenado a 7 anos de prisão e esposa é inocentada


Eduardo Barbosa Oliveira, de 43 anos, e Paloma Duarte Tolentino, de 29, foram presos durante tentativa de fuga para o Uruguai, em novembro. Ministério Público vai recorrer da decisão. Ele vai responder por furto qualificado e lavagem de dinheiro.

Eduardo Barbosa de Oliveira, de 43 anos, foi condenado a sete anos de prisão em regime semiaberto pelo furto de R$ 1,5 milhão da agência onde trabalhava, em Vitória.

A esposa Paloma Duarte Tolentino, de 29, foi absolvida por insuficiência de provas.

O furto aconteceu no dia 14 de novembro. O casal foi preso quatro dias depois, na cidade de Santa Cruz, no Rio Grande do Sul, quando tentava fugir para o Uruguai.

Eduardo exercia a função de gerente de módulo, cargo equivalente a tesoureiro, em uma agência na Praia do Canto, que oferece serviços exclusivos para clientes de alta renda.

A sentença, assinada pelo Juiz Luiz Guilherme Risso, da 2ª Vara Criminal de Vitória, aponta que o ex-gerente foi condenado por furto qualificado e lavagem de dinheiro.

O ex-gerente do Banco do Brasil, Eduardo Barbosa de Oliveira, de 43 anos, foi condenado a sete anos de prisão em regime semiaberto pelo furto de R$ 1,5 milhão da agência onde trabalhava, em Vitória. A esposa Paloma Duarte Tolentino, de 29, foi absolvida por insuficiência de provas. A sentença do casal foi publicada no último dia 5 de setembro.

A sentença, assinada pelo Juiz Luiz Guilherme Risso, da 2ª Vara Criminal de Vitória, aponta que o ex-gerente foi condenado por furto qualificado e lavagem de dinheiro.

Procurado, o Ministério Público do Estado do Espírito Santo (MPES), informou que irá recorrer da sentença, e reafirmou "seu compromisso em atuar com rigor na defesa dos interesses da sociedade, utilizando todos os instrumentos jurídicos disponíveis para assegurar o cumprimento do direito".


Furto e fuga

O furto aconteceu no dia 14 de novembro do ano passado. O casal foi preso quatro dias depois, na cidade de Santa Cruz, no Rio Grande do Sul, quando tentava fugir para o Uruguai.

Eduardo exercia a função de gerente de módulo, cargo equivalente a tesoureiro, em uma agência na Praia do Canto, que oferece atendimento, serviços e produtos exclusivos para clientes de alta renda. O homem saiu da agência com notas de real e moeda estrangeiras, com dinheiro escondido até mesmo na calça.

Eduardo Barbosa Oliveira, de 43 anos, é suspeito de furtar R$ 1,5 milhão do Banco do Brasil. Espírito Santo. — Foto: Redes sociais

Segundo a Secretaria de Estado da Justiça do Espírito Santo, Eduardo Barbosa de Oliveira permanece no Centro de Detenção Provisória de Viana 2, na Região Metropolitana de Vitória.

Já Paloma Duarte Tolentino estava no Centro Prisional Feminino de Cariacica desde o dia 4 de abril de 2025, e teve a saída autorizada da unidade mediante alvará de soltura no mesmo dia da setença.

Depois que a prisão ocorreu, o casal foi atendido pela Defensoria Pública do Rio Grande do Sul. Desde a transferência para o Espírito Santo, em abril de 2025, o g1 não conseguiu contato com a defesa que os representam.

Após sentença, o Banco do Brasil foi procurado pelo g1 e informou apenas que colaborou nas investigações que levaram à localização e prisão do funcionário e não comentou a decisão da Justiça.

“Tratando-se de ação pública incondicionada, cabe ao sistema de justiça decidir segundo a legislação aplicada”, disse.


Esposa alegou não saber origem do dinheiro

Durante depoimento, Paloma contou ter comprado o carro da fuga com R$ 74 mil em espécie, recebidos de Eduardo, e afirmou ao juiz não saber da origem criminosa do dinheiro.

Segundo ela, o companheiro afirmou que fazia parte de um empréstimo feito para o casal ter condições de mudar de estado.

Imagens mostram Paloma Duarte, de 29 anos, dentro da loja de veículos, em Vitória, no Espírito Santo — Foto: Reprodução

A mulher informou que Eduardo contou que tinha sido transferido de agência de forma emergencial por ameaças feitas pelo ex-marido dela. O ex-gerente avisou sobre a transferência na quarta-feira, 14 de novembro, e disse que começaria na nova agência quatro dias depois, segunda-feira (18).

Com esse suposto prazo, Eduardo reforçou a necessidade de viajarem logo, indicando que teriam que comprar um carro, pois o do casal estava com pneus gastos e sem manutenção.


Fonte: g1 ES




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