
Uma imigrante venezuelana, grávida de quatro meses, foi detida junto com seu noivo pela imigração dos Estados Unidos pouco depois de saírem de uma loja onde haviam comprado o vestido de noiva — momento que marcava o início dos preparativos para o casamento.
A prisão e os reflexos para a família
O casal foi abordado num posto da imigração em Dallas (Texas). Apesar de terem entrado legalmente no país, as autoridades informaram que eles permaneceram após o vencimento do visto ou prazo de permanência permitido. Ambos foram presos e levados a centros de detenção — ela para a unidade do U.S. Immigration and Customs Enforcement (ICE) conhecida como El Valle.
Segundo familiares, a detenção ocorreu mesmo com a apresentação de documentos válidos de trabalho e residência. A mulher, agora detida, relatou medo e preocupação com a gravidez, afirmando ter sentido o impacto psicológico e físico da prisão: “pode parecer que estou sendo tratada como criminosa — e não sou”, disse.
Disputa legal e contestações
A detenção provocou indignação, pois uma política do ICE de 2021 é usada para justificar que grávidas, mães recentes ou lactantes não sejam mantidas sob custódia, a menos em casos excepcionais — algo que, segundo a defesa da mulher, não se aplica ao caso.
Familiares, amigos e clientes do casal — donos de uma padaria no Texas — começaram uma campanha para arrecadar fundos e custear fiança e defesa legal. Eles esperam que a audiência marcada para 5 de dezembro resulte em liberdade para a mulher e seu noivo, garantindo um acompanhamento adequado da gravidez fora da detenção.

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