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| O bolo de reis do Cardin — Foto: Divulgação |
O Dia de Reis, celebrado em 6 de janeiro, marca, segundo a tradição cristã, a visita dos três reis magos — Baltasar, Belchior e Gaspar — ao menino Jesus, guiados pela estrela de Belém. A data encerra o ciclo do Natal e simboliza a manifestação de Cristo aos povos do mundo. A celebração tem origem nos primeiros séculos do cristianismo e foi se consolidando na Europa medieval, ganhando diferentes rituais populares, como cantorias, presépios e comidas típicas associadas à partilha e à celebração coletiva.
É nesse contexto que surge a tradição da Rosca de Reis, doce que remonta à Antiguidade e foi incorporado às festas cristãs na Idade Média. A rosca tem formato circular, que representa continuidade e eternidade, e costuma esconder em seu interior um pequeno brinde — tradicionalmente uma fava ou um boneco. Quem encontra o objeto assume um papel simbólico, como “rei” da festa, ou fica responsável por organizar a celebração do ano seguinte. O doce, geralmente feito com massa macia e levemente adocicada, é decorado com frutas cristalizadas, que simbolizam as joias oferecidas pelos reis magos.
No Brasil, o Dia de Reis também é celebrado por meio das Folias de Reis, manifestações populares que combinam religiosidade, música e teatro. Grupos de foliões percorrem casas e comunidades entre o Natal e o dia 6 de janeiro, cantando versos que narram a viagem dos reis magos e pedindo licença para entrar, em um ritual de bênção e devoção. Embora a Folia de Reis seja especialmente forte no Brasil, ela não existe apenas aqui: a tradição tem raízes ibéricas e está presente, com variações, em países como Portugal, Espanha e México, além de outras regiões da América Latina, sempre adaptada às culturas locais.
Fonte: O Globo

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