Facções, tortura e corpos em vala: os detalhes sobre a morte dos jovens desaparecidos em SC


Corpos foram localizados em Biguaçu com sinais de agressão; Polícia Civil investiga se conflito entre organizações criminosas motivou o crime

Jovens desaparecidos foram encontrados com sinais de tortura e investigações seguem em andamento - Foto: Reprodução/NDTV Record

As investigações sobre a morte dos quatro jovens encontrados em Biguaçu, na Grande Florianópolis, no último sábado (3), após sete dias de desaparecimento, seguem em andamento. As polícias Civil e Militar trabalham com diversas hipóteses, incluindo o possível envolvimento de facções criminosas no crime.

Os corpos foram localizados no Morro do Melado. Segundo os agentes, as vítimas estavam com os cabelos raspados e os cadáveres apresentavam marcas de tortura, além de perfurações por tiros e facadas. Devido ao tempo decorrido, o estado de decomposição era avançado. Relatos policiais indicam ainda mutilações severas nas vítimas.

O diretor de Polícia da Grande Florianópolis, Pedro Mendes, afirmou que a crueldade da execução e o local do crime, já conhecido por ocultação de cadáveres, chamam a atenção.

Ele pontuou que apenas uma das vítimas possuía passagem policial, por tráfico de drogas. Mendes destacou que a investigação é recente e que suposições sobre a motivação só serão confirmadas ao final do inquérito.

Polícia encontrou corpos de jovens desaparecidos em área de mataFoto: Felipe Kreusch/NDTV Record/ND Mais

Uma das linhas de investigação sugere que os jovens teriam ligações com uma facção paulista e foram executados por uma organização criminosa catarinense.

O capitão Daniel Duering, comandante do Batalhão de Choque da PM, informou que as cabeças das vítimas estavam envoltas em lençóis no momento em que foram encontradas.


Câmeras registraram o último momento dos jovens desaparecidos em SC

Imagens obtidas mostram o último registro do grupo. Por volta das 2h45 da madrugada de 28 de dezembro, os quatro foram vistos entrando em um veículo, que acredita-se ser um carro de aplicativo.

O destino seria o prédio onde residiam no bairro Barreiros, em São José. A principal suspeita é que, durante o trajeto, eles tenham sido interceptados por membros de uma organização criminosa, resultando na sessão de tortura e no assassinato.

Embora residissem em São José, o último paradeiro confirmado foi no Centro de Florianópolis. Câmeras de monitoramento também registraram dois deles em frente a um edifício em Barreiros antes do sumiço definitivo.

Câmera flagrou dois dos quatro jovens desaparecidos no bairro Barreiros, em São JoséFoto: Reprodução/NDTV

Segundo o tenente-coronel Cláudio Boeing, um dos jovens convidou um amigo para um bar no Centro na madrugada de domingo. Outro integrante, Bruno Máximo, enviou mensagens afirmando que estava embriagado e pretendia ver o nascer do sol na Praia do Campeche, em Florianópolis.

O alerta sobre o desaparecimento foi dado quando um dos jovens faltou ao trabalho e Bruno não entrou em contato com a família para o aniversário do filho na segunda-feira (29).


Fonte: R7 Notícias




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