Relação reúne foragidos considerados estratégicos para o enfrentamento ao crime organizado e orienta a atuação dos setores de inteligência
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Foto: Ministério da Justiça e Segurança Pública |
Criminosos investigados por homicídio, tráfico de drogas e participação em organizações criminosas passaram a integrar uma lista nacional de prioridade máxima da segurança pública, formada por oito nomes indicados por cada estado brasileiro.
A relação reúne foragidos considerados estratégicos para o enfrentamento ao crime organizado e orienta a atuação dos setores de inteligência em todo o país.
A inclusão na lista não significa apenas estar foragido, mas ocupar um nível elevado de relevância operacional, com monitoramento permanente e esforços concentrados para localização e prisão.
Segundo o advogado criminalista Gabriel Meriguete, os nomes listados representam alvos prioritários dentro da estrutura do crime organizado.
“São alvos, vamos colocar assim, foragidos, que, numa escala de relevância para que sejam acompanhados e localizados, estão sempre em escala elevada, de prioridade mesmo.”
Mais do que apelidos conhecidos nas comunidades ou nos relatórios policiais, o foco da lista está nos crimes cometidos e no papel estratégico desses indivíduos dentro das facções.
Finalmente, o Estado tem percebido, através do Ministério da Justiça, que prender aquele pequeno criminoso, aquele pequeno traficante, resolve o problema de forma momentânea. Há anos temos essas práticas, mas a partir do ponto em que você coloca como os principais alvos, os principais alvos dos métodos de investigação, das organizações criminosas e de seus chefes, você visa desarticular, desmantelar esses órgãos, essas verdadeiras empresas do crimeGabriel Meriguete, advogado criminalista
No Espírito Santo, a lista reúne criminosos investigados principalmente por homicídios, tráfico de drogas e atuação em facções.
A lista integra o programa Captura, do governo federal, que dá visibilidade aos rostos e nomes dos criminosos mais procurados do país. Muitos deles mudam de cidade ou estado, utilizam documentos falsos e contam com redes de apoio para fugir da Justiça.
Prisão de MK retira nome da lista no ES
Um dos exemplos do impacto da lista foi a prisão de Marco Luiz Pereira Júnior, conhecido como MK, considerado um dos principais narcotraficantes com atuação no Espírito Santo. Ele foi retirado da relação após ser preso neste fim de semana em um condomínio na Serra.
Segundo o delegado Fabrício Dutra, MK ocupava um patamar elevado dentro do crime organizado.
“Nós não estamos falando de um traficante, nós estamos falando de um narcotraficante. Um indivíduo com 69 anos de prisão, fugitivo do sistema prisional, ligado à facção TCP, com base no Rio de Janeiro, sendo o elo entre o Rio e o Espírito Santo.”
Ainda de acordo com o delegado, a prisão exigiu cooperação e inteligência, já que o criminoso costumava se deslocar entre estados.
A prisão de MK só foi possível após uma denúncia anônima feita ao Disque Denúncia 181. Informações detalhadas permitiram que a Polícia Civil confirmasse a presença do criminoso e realizassem a operação.
Quem são os outros nomes da lista no ES?
- Além de MK, já preso, outros sete criminosos integram a lista de prioridade máxima no Espírito Santo:
- Bruno Gomes Faria, o Nono, com mandados por homicídio, tráfico de drogas e corrupção de menores;
- Bryan Lyrio Deolindo, investigado por homicídio e tráfico;
- Eduardo Luiz Dias dos Santos, o Dudu Coroa, apontado como líder do tráfico em Cariacica;
- Sérgio Raimundo Soares da Silva Filho, o Serginho Cauê, chefe do tráfico em bairros de Viana e da Serra;
- Cassio Lorencini Martins, o Cassinho, investigado por assassinato e tráfico;
- Alvino Pinheiro Bastos, o Calango, líder do tráfico no Morro do Jaburu;
- Paulo Luiz de Souza Cardoso, o PL, foragido do sistema prisional e atuante no tráfico em Boa Vista e São Torquato.
Impacto esperado para a sociedade
Para especialistas, a prisão desses alvos representa mais do que números.
“Para a sociedade vem principalmente a sensação de segurança e que não há impunidade. Qualquer um pode ser preso, qualquer um está passível de ser preso pela polícia, seja em uma operação aqui no Estado ou seja lá no Rio de Janeiro”, destacou Meriguete.
Fonte: Folha Vitória


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