Queda histórica da violência no ES; cidade do estado está há quase quatro anos sem registrar homicídios

Vista da cidade de Dores do Rio Preto. Foto: Divulgação/PMDRP

O Espírito Santo terminou o ano de 2025 com o menor número de homicídios dos últimos 30 anos, consolidando uma queda histórica da violência letal no Estado. Ao todo, foram contabilizados 796 homicídios dolosos, marca inédita desde o início da série histórica, em 1996, e a primeira vez que o total anual fica abaixo de 800 casos.

Em relação a 2024, quando houve 854 registros, a redução foi de 6,8%, o que representa 58 vidas poupadas. Os dados fazem parte do balanço divulgado pela Polícia Civil, por meio do Departamento Especializado de Homicídios e Proteção à Pessoa (DEHPP).

Um dos destaques positivos é o município de Dores do Rio Preto, no Caparaó capixaba, que alcançou 1.324 dias consecutivos sem registros de homicídios — mais de três anos sem crimes letais. Além dele, outros nove municípios encerraram 2025 sem nenhum assassinato: Iconha, que soma 1.109 dias sem ocorrências, Vila Pavão, com 784 dias, além de Alfredo Chaves, Jerônimo Monteiro, Rio Novo do Sul, Itarana, Bom Jesus do Norte, Apiacá e Castelo.

Na Região Metropolitana, tradicionalmente mais afetada pela violência, 2025 também apresentou o melhor desempenho da série histórica, com 395 homicídios, contra 403 no ano anterior. A Região Sul teve redução expressiva de 33,3%, enquanto a Região Serrana registrou queda de 25,4% e a Região Noroeste apresentou diminuição de 12,6% nos casos.

Os números também indicam avanço no enfrentamento da violência contra a mulher. Em 2025, foram registrados 75 homicídios de mulheres, o menor total desde 1996. Já os casos de feminicídio caíram 15,4%, passando de 39 em 2024 para 33 ocorrências no ano passado, o menor índice desde 2017.

Ao longo de 2025, o DEHPP realizou 903 operações policiais, que resultaram no cumprimento de 287 mandados de busca e apreensão e 714 mandados de prisão. As ações levaram à prisão de 581 pessoas, à apreensão de 29 adolescentes e à retirada de 81 armas de fogo de circulação.



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