Secretário de Educação do ES admite inconsistências e anuncia ajustes na chamada escolar 2026


Automatização de sistema colocou alunos da Grande Vitória para estudar na Região Serrana do Estado, o que gerou críticas de pais


O secretário de Estado da Educação, Vitor de Angelo, admitiu, nesta quinta-feira (8), que houve um erro na distribuição de matrículas da rede estadual na chamada escolar 2026 divulgada na quarta-feira (7). 

O secretário afirmou que houve um erro no sistema em que são processadas as vagas. "De fato, nós tivemos um problema. É mais pontual do que parece, mas é um problema real para as famílias que foram atingidas por essa situação", declarou.

Vitor de Angelo garantiu que o problema será solucionado e não será necessário que estudantes estudem em escolas longe de seus municípios.

"Nenhum desses estudantes vai estudar nessas escolas, nem precisa estudar. Até porque foge completamente da razoabilidade imaginar alguém que está em Jacaraípe (Serra) e o filho foi designado para estudar em Ilha das Caieiras (Vitória). É lógico que isso não vai acontecer, porque entre Jacaraípe e Ilha das Caieiras a gente tem outras escolas e foi um erro do sistema, que em alguns casos produziu essas situações, que gerou angústia, insegurança nos pais", manifestou.

Vitor de Angelo, secretário de Estado da Educação Crédito: Carlos Alberto Silva

Na quarta-feira (7), a Secretaria de Estado da Educação (Sedu) explicou que o problema foi provocado por uma "alocação alternativa automatizada". Isso ocorre quando não há vaga disponível na escola escolhida pelo candidato no momento da inscrição. Nessas situações, o sistema busca automaticamente uma unidade da rede estadual com vaga disponível para a série ou ano solicitados, priorizando a escola mais próxima da residência.

No entanto, em alguns casos, essa alocação ocorreu em município diferente do local de residência, situação que está sendo analisada.


O que acontece agora?

Dados apresentados pelo secretário mostram que a rede estadual oferece 230 mil vagas, das quais 187 mil são destinadas a matrículas e rematrículas. Portanto, não faltam vagas na rede. No entanto, algumas escolas, por serem muito disputadas, podem ter as cadeiras esgotadas. Ainda assim, Vitor de Angelo garantiu que os estudantes não precisarão se matricular em outro município.

"Pais às vezes ficam insatisfeitos porque não conseguiram vaga na escola que queriam. Isso pode acontecer e é simples a gente entender. Nem toda escola consegue comportar toda a demanda de pessoas que se interessam por estudar ali. A gente não tem como garantir que as pessoas estudem exatamente nas escolas que querem, mas todo mundo tem uma vaga para estudar na rede estadual. Dizer isso não significa que a pessoa precisa estudar tão longe como nesses casos errados e equivocados", declarou.

Da redação com informações de A Gazeta





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