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| Momento do resgate — Foto: Divulgação |
Um menino de 12 anos atacado por um tubarão no porto de Sydney permanece internado no Hospital Infantil da cidade, com diagnóstico de morte cerebral. Segundo a polícia de Nova Gales do Sul, o quadro de saúde é irreversível e não houve mudanças desde a internação.
O ataque ocorreu por volta das 16h20 (horário local) deste domingo no Parque Nielsen, na zona leste de Sydney, quando o garoto saltou de uma saliência rochosa de cerca de seis metros. Ele foi atingido por um tubarão — possivelmente um tubarão-touro — e sofreu ferimentos graves nas duas pernas. A criança só sobreviveu ao ataque inicial porque um dos amigos que estavam com ela entrou na água e conseguiu arrastá-la até as rochas, enquanto o animal ainda nadava nas proximidades.
Ataques em sequência e alerta nas praias
O episódio foi o primeiro de uma série de quatro encontros com tubarões registrados em apenas três dias em Nova Gales do Sul. Apesar de informações iniciais apontarem a morte da criança, um parente próximo confirmou ao tabloide Daily Mail que ela continua viva, embora com morte cerebral.
O ataque desencadeou uma onda de comoção. Amigos e familiares organizaram uma campanha de arrecadação de fundos para ajudar a família, já que parte dos parentes mora no exterior e precisará viajar à Austrália. Uma academia de futebol local, onde o menino treinava havia sete anos, prestou homenagem ao aluno nas redes sociais, descrevendo-o como dedicado e querido pela comunidade.
Na noite desta segunda-feira, outro ataque grave ocorreu na praia de North Steyne, em Manly. O surfista Andre de Ruyter, de 27 anos, foi atingido por um tubarão-touro enquanto surfava e retirado da água por banhistas, que prestaram os primeiros-socorros. Ele foi levado em estado crítico ao Royal North Shore Hospital, onde precisou de transfusões de sangue.
— Foi quase como uma parada nos boxes da Fórmula 1, tudo aconteceu em menos de dez segundos — disse Christie Marks, superintendente interina do Serviço de Ambulâncias de Nova Gales do Sul, à AAP.
Nesta quarta-feira, a família de De Ruyter informou, em comunicado divulgado pelo Manly Observer, que o jovem apresentou uma recuperação considerada impressionante e se encontra em condição estável. A nota também pediu respeito à privacidade do surfista durante o processo de recuperação.
Outros dois incidentes foram registrados no mesmo período: um menino de 11 anos foi derrubado de sua prancha em Dee Why após um tubarão morder o equipamento, mas não se feriu; e um homem de 39 anos sofreu um ataque em Point Plomer, na costa norte central do estado, escapando com ferimentos leves após o animal atingir sua prancha e roupa de mergulho.
Segundo biólogos marinhos do Departamento de Indústrias Primárias, marcas de mordida encontradas nas pranchas indicam a presença de tubarões-touro, cuja temporada de pico na região de Sydney ocorre entre janeiro e fevereiro. As fortes chuvas recentes, que aumentaram a turbidez da água e a entrada de água doce no porto, criaram, de acordo com o superintendente Joseph McNulty, uma “tempestade perfeita” para esse tipo de ataque.
Após os episódios, salva-vidas instalaram placas de alerta, mobilizaram jet skis e drones para patrulhamento e fecharam todas as praias da região de Northern Beaches. As autoridades também recomendaram que a população evite nadar em águas turvas ou com baixa visibilidade. As praias devem permanecer fechadas por pelo menos mais 24 horas, enquanto as condições seguem sendo reavaliadas.
Fonte: O Globo

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