Comitê Olímpico abre investigação após quebra misteriosa de medalhas dos Jogos de Inverno


Medalhas de competições recentes apresentaram danos sem explicação; autoridades esportivas buscam respostas


Organizadores dos Jogos Olímpicos de Inverno de Milão-Cortina 2026 iniciaram uma investigação oficial após diversos atletas relatarem que as medalhas conquistadas nas primeiras provas do evento estão quebrando ou se soltando das fitas durante as comemorações. A situação tem chamado atenção da comissão organizadora e levado a apurações sobre possíveis defeitos de fabricação ou no mecanismo de fixação das peças.

Entre os casos reportados está o da esquiadora norte-americana Breezy Johnson, campeã no downhill feminino, que mostrou sua medalha rachada e com partes separadas da fita poucos minutos após a cerimônia de premiação. “Estava pulando de alegria e ela quebrou”, declarou a atleta, que disse acreditar que o problema pode ser resolvido, ainda que tenha ressaltado a importância simbólica do objeto para os competidores.

Outros atletas também relataram incidentes semelhantes: o biatleta alemão Justus Strelow viu sua medalha de bronze se desprender durante uma celebração com a equipe, enquanto a esquiadora sueca Ebba Andersson afirmou que sua medalha de prata se partiu ao cair na neve. Já a patinadora artística americana Alysa Liu publicou nas redes sociais um vídeo mostrando sua medalha separada da fita, ressaltando que o problema não se limitou a um único caso.

Segundo a organização da competição, a investigação está sendo conduzida “com máxima atenção” para entender se há um defeito nos materiais, no processo de produção ou na forma como as medalhas estão sendo fixadas às fitas distribuídas aos atletas. A estrutura e o design das medalhas, que representam elementos simbólicos do espírito olímpico e o esforço dos competidores, são considerados um dos momentos mais importantes da cerimônia de premiação, o que reforça a necessidade de uma solução rápida e eficaz.

Alguns relatos apontam que o problema pode estar relacionado ao mecanismo de encaixe entre a medalha e a fita, que em tese possui um sistema de liberação por segurança — exigido por normas — para evitar riscos de estrangulamento. A investigação deve apurar se esse sistema, combinado ao peso ou à força exercida durante celebrações, está contribuindo para as fragilidades observadas.

Este não é o primeiro episódio em que a qualidade das medalhas olímpicas é questionada: durante os Jogos de Paris 2024, vários atletas solicitaram substituições de suas medalhas após relatos de oxidação e corrosão precoce das peças, o que levou a ajustes posteriores pela casa responsável pela produção.

Os organizadores afirmaram que trabalharão para garantir que todos os atletas recebam medalhas em perfeitas condições, preservando o valor simbólico e celebratório do prêmio máximo do esporte olímpico.



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