Doença renal policística é genética e pode evoluir de forma silenciosa
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A doença renal policística é uma condição genética mais comum do que muitas pessoas imaginam. Estima-se que ela afete cerca de 1 em cada 400 a 1.000 pessoas na população geral.
Mesmo assim, grande parte dos portadores desconhece o diagnóstico por anos, já que a doença pode evoluir de forma silenciosa. Essa característica torna a detecção precoce fundamental para prevenir a progressão para doença renal crônica e suas complicações.
O que é doença renal policística
Essa condição se caracteriza pela formação de múltiplos cistos nos rins, que aumentam gradualmente de tamanho e substituem o tecido renal saudável. Nas fases iniciais, é comum não haver sintomas.
Quando eles surgem, podem incluir dor lombar persistente, sensação de peso abdominal, aumento do volume do abdome, infecções urinárias de repetição, presença de sangue na urina e elevação da pressão arterial. Muitas vezes, o primeiro sinal é justamente a hipertensão em pessoas jovens, sem outra explicação aparente.
Como identificar a doença
O principal exame para identificar a doença renal policística é a ultrassonografia dos rins, um método simples, acessível e indolor. Na minha prática clínica, observo com frequência que o diagnóstico é feito de forma incidental, durante uma ultrassonografia de abdome total solicitada por outro motivo, em exames de rotina ou check-ups. Esse achado aparentemente casual pode representar a oportunidade de interromper uma evolução silenciosa da doença.
Por se tratar de uma condição hereditária, estudar os familiares é parte essencial do cuidado. Filhos, irmãos e outros parentes de primeiro grau têm risco aumentado de também apresentar a doença.
Identificar precocemente quem é portador permite iniciar acompanhamento antes que ocorram perdas significativas da função renal, possibilitando melhor controle da pressão arterial, orientação adequada de hábitos de vida e prevenção da progressão da doença renal crônica.
Diagnóstico precoce diminui os riscos da doença
A doença renal policística não significa, necessariamente, que todos evoluirão para doença renal crônica avançada. A evolução varia bastante entre os indivíduos. O que realmente faz diferença é o momento do diagnóstico e a qualidade do acompanhamento ao longo do tempo. Quanto mais cedo a doença é reconhecida, maiores são as chances de retardar sua progressão e preservar a função dos rins.
Conhecer a história familiar, valorizar sintomas aparentemente inespecíficos e realizar exames simples no momento certo são atitudes que mudam o curso da doença. Informação, diagnóstico precoce e seguimento adequado continuam sendo as ferramentas mais eficazes para proteger os rins ao longo da vida.
Fonte: Folha Vitória


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