Ex-bailarina do Faustão e musa da Gaviões é denunciada por lavagem de dinheiro ligada ao PCC



A influenciadora digital e ex-bailarina do programa Domingão do Faustão, da TV Globo, Natacha Horana, foi denunciada pelo Ministério Público de São Paulo, nessa quinta-feira (19), sob acusação de envolvimento em um esquema de lavagem de dinheiro ligado ao Primeiro Comando da Capital (PCC). A informação foi divulgada pela imprensa nesta semana.


Denúncia aponta ocultação de patrimônio

De acordo com a acusação, a investigada teria participado da ocultação e dissimulação de bens adquiridos com recursos oriundos de atividades ilícitas. Entre os bens citados estariam veículos e imóveis que, segundo o Ministério Público, teriam sido registrados ou administrados com o objetivo de mascarar a origem do dinheiro.

As investigações indicam que os valores estariam relacionados a crimes atribuídos à organização criminosa, considerada uma das maiores facções do país.


Relação com investigado

A denúncia também menciona o suposto vínculo pessoal da influenciadora com um integrante apontado como liderança da facção. Para os investigadores, esse relacionamento teria facilitado a movimentação de recursos suspeitos.

A defesa, por sua vez, sustenta que Natacha Horana não participou de qualquer atividade criminosa e afirma que a acusação se baseia apenas em um relacionamento anterior, sem comprovação de envolvimento direto em crimes.


Prisão anterior e retorno ao Carnaval

A ex-bailarina já havia sido presa em novembro de 2024 durante uma operação policial que apurava crimes de lavagem de dinheiro e ocultação de bens. Após meses detida, ela obteve liberdade por meio de habeas corpus.

Mesmo com o processo em andamento, Natacha participou recentemente do Carnaval de São Paulo como musa da escola de samba Gaviões da Fiel, marcando seu retorno ao desfile após o período de detenção.


Processo segue na Justiça

Com a denúncia formalizada, o caso agora aguarda decisão judicial sobre o recebimento da acusação. Se a Justiça aceitar a denúncia, a influenciadora passará à condição de ré no processo. A defesa afirma que confia no esclarecimento dos fatos ao longo da tramitação judicial.


Da Redação / Com informações da Folha de São Paulo




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