Incêndio em galpão do BH: o que se sabe e o que falta esclarecer sobre fogo que destruiu Unidade em Viana






Depósito logístico em Viana foi totalmente destruído pelas chamas; prejuízo pode chegar a R$ 1 bilhão e perícia deve apontar causa em até 20 dias.



10/02/2026 04h01 Atualizado há 16 minutos








Incêndio de grandes proporções destruiu um galpão logístico que abrigava o depósito do Supermercados BH e pelo menos outras 4 empresas em Viana.

Um incêndio de grandes proporções destruiu um galpão logístico que abrigava o depósito do Supermercados BH e pelo menos outras 4 empresas em Viana, na Região Metropolitana de Vitória.

O fogo começou na manhã de sábado (7) e, mais de 60 horas depois, equipes do Corpo de Bombeiros ainda atuavam no local para eliminar focos remanescentes.

Confira abaixo o que já se sabe e o que ainda precisa ser esclarecido sobre o incêndio:


1. Quando o incêndio começou?

O fogo teve início por volta das 6h de sábado (7). As chamas começaram em uma das áreas do galpão e se espalharam para outras unidades do espaço.


2. Onde foi o incêndio?

O incêndio atingiu um galpão logístico com cerca de 30 mil metros quadrados. O espaço funcionava havia cerca de dois anos dentro de um complexo logístico e recebia, em média, 3 mil pessoas por dia, entre funcionários e transporte.

Galpão que incendiou (circulado de vermelho na imagem) fica dentro de complexo logístico em Viana, no Espírito Santo — Foto: Divulgação


3. Quais são as causas do incêndio?

O Corpo de Bombeiros iniciou o levantamento de informações para perícia, e o laudo técnico com possível causa do incêndio pode levar cerca de 20 dias para ficar pronto.


4. Quais empresas estavam no local?

O galpão era dividido por pelo menos cinco empresas. A maior parte do espaço era ocupada pelo Supermercados BH.

Também atuavam no local a Ybera Group, do setor de cosméticos e a Anhanguera Ferramentas. As outras duas empresas não foram identificadas pela reportagem.


5. O que era armazenado no galpão?

No espaço estavam estocados diversos tipos de produtos, como alimentos, cosméticos, ferramentas, equipamentos, maquinário pesado e produtos farmacêuticos.

Incêndio destrói galpões em Viana no Espírito Santo — Foto: Reprodução/ TV Gazeta


6. Houve feridos?

Não. Apesar da grande proporção do incêndio, ninguém ficou ferido. Segundo o Corpo de Bombeiros, um segurança identificou o início das chamas e evacuou o galpão. Cerca de 20 funcionários que estavam no local conseguiram sair sem ferimentos.


7. Qual foi o tamanho do prejuízo?

Segundo o responsável por uma das empresas que intermedia negócios de locação no armazém, o prejuízo pode chegar a cerca de R$ 1 bilhão.

A estimativa é de aproximadamente R$ 100 milhões em danos estruturais e cerca de R$ 800 milhões em mercadorias.

Imagens feitas pelo Corpo de Bombeiros nesta segunda-feira (9), mostram destruição de galpão que pegou fogo em Viana, Espírito Santo — Foto: Reprodução/CBMES


8. Como está o combate ao incêndio?

Mais de 115 militares atuaram na ocorrência desde a manhã de sábado. O trabalho já ultrapassou as 60 horas. As equipes utilizam caminhões com bombas de longo alcance, autoescada e um caminhão com canhão monitor para resfriamento da área sem exposição dos militares a locais de risco.

De acordo com o Corpo de Bombeiros, o fogo está controlado, confinado e isolado, mas ainda há focos em áreas de difícil acesso por causa do risco estrutural. A expectativa é que nesta terça-feira (10), seja realizado apenas o trabalho de rescaldo. "Só alguns pequenos focos vão aparecer e serão combatidos durante o dia", afirmou o tenente-coronel Malacarne.


9. A fumaça atingiu outras regiões?

Sim. A fumaça intensa formada pelas chamas pôde ser vista a cerca de 19 quilômetros de distância, na região da Enseada do Suá, em Vitória. Moradores da região relataram momentos de pânico com a grande quantidade de fumaça.

Incêndio destrói galpões de supermercado no Espírito Santo — Foto: Reprodução TV Gazeta


10. O que dizem as empresas afetadas?

O Supermercados BH informou que houve perda total da estrutura e das mercadorias e que a segurança dos colaboradores é prioridade.

A Ybera Group disse que as compras estão temporariamente suspensas e que acionou protocolos de segurança e retomada operacional.


A Anhanguera Ferramentas afirmou que trabalha para restabelecer a operação no estado. As outras duas empresas não foram identificadas.


Fonte: g1 ES




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