Maria Carolina Gontijo, a Duquesa de Tax, explica riscos, limites e oportunidades reais para quem considera transferir residência ao país vizinho em meio a debate sobre carga tributária
Brasileiros cruzam a fronteira em busca de menos impostosO Paraguai tem registrado um aumento significativo nos pedidos de residência feitos por brasileiros. Mas, embora tenha ganhado destaque em meio ao debate sobre carga tributária no Brasil, esse movimento não é novo: ele já vem acontecendo de forma contínua e silenciosa há alguns anos.
Para ter ideia, o último Relatório Consular Anual do Itamaraty, que compila estatísticas sobre a quantidade de nacionais que vivem fora do Brasil, mostra que a comunidade brasileira no Paraguai ultrapassava 200 mil pessoas em 2023 (ano da publicação mais recente do levantamento). Na época, o país vizinho já ocupava a terceira posição entre os destinos com maior concentração de brasileiros no exterior, atrás apenas de Estados Unidos e Portugal.
A tendência de alta nesse movimento se manteve nos anos seguintes. Segundo dados do Departamento de Migração do Paraguai, mais da metade (60,21%) do número de solicitações formais de residência no país em 2024 veio de brasileiros. Apenas no primeiro semestre de 2025, foram mais de 11.700 pedidos.
Mas o que explica a migração de brasileiros para o Paraguai?
Esse movimento é impulsionado principalmente por fatores econômicos e fiscais. Isso porque, além de políticas voltadas à atração de investimentos, o Paraguai adota um modelo tributário mais simples em relação ao brasileiro – com alíquotas gerais de 10% para imposto de renda de pessoa física, imposto corporativo e IVA.
Essa diferença ajudou a colocar o país vizinho no radar de empresários, profissionais liberais e investidores que avaliam estratégias de reorganização patrimonial ou empresarial. Mas especialistas alertam: a decisão deve ir além da simples comparação de alíquotas.
“Imposto importa, claro, mas mudar de país é decisão de vida, não cupom de desconto. O Paraguai faz o que países menores precisam fazer para atrair investimentos. O problema é tratar isso como atalho esperto”, alertou a advogada tributarista Maria Carolina Gontijo, a Duquesa de Tax, em edição recente de sua coluna no Estadão.
Tributação Inteligente na Prática
Para aprofundar esse debate e esclarecer o que realmente faz ou não sentido em um planejamento fiscal internacional, o Estadão apresenta, no dia 24 de fevereiro, o segundo episódio da Tax Tools – Tributação Inteligente na Prática, série especial de encontros educacionais com foco em informação objetiva, aplicável e acessível sobre impostos.
Conduzidos pela própria Duquesa de Tax, uma das vozes mais reconhecidas da área tributária no país, os episódios da Tax Tools são transmitidos ao vivo para viabilizar a interação direta com o público e o esclarecimento de dúvidas em tempo real.
“Quem acompanhar as lives pode esperar muita informação em uma linguagem que usam no dia a dia. Aqui a gente não usa juridiquês!”, garante a especialista.
Fonte: Estadão

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