Nefrologista aponta sinais do corpo quando os rins estão comprometidos


A nefrologista Kellen Costa salienta que as condições que afetam os rins, na maioria das vezes, começam de forma “silenciosa”


“A doença renal é considerada um problema de saúde pública mundial e atinge cerca de 10% da população”, explana a nefrologista Kellen Costa. Em entrevista à coluna Claudia Meireles, a mestra em transplante pela Universidade Estadual do Ceará (UEC) ressalta que as condições que afetam os rins, na maioria das vezes, começam de forma “silenciosa”.

Preceptora de nefrologia e transplante no Hospital Universitário Onofre Lopes (Huol), em Natal (RN), a médica lista quais sinais o corpo apresenta quando os rins já estão comprometidos: “Quando a função renal começa a cair de forma mais significativa, o organismo passa a manifestar sintomas como inchaço nas pernas, pé ou rosto.”

Segundo a especialista, outros sinais envolvem cansaço excessivo, falta de apetite, náuseas, pressão alta difícil de controlar e anemia. Kellen esclarece que esses indícios acontecem porque os rins deixam de eliminar adequadamente toxinas e líquidos, além de perderem a capacidade de regular hormônios importantes.

A nefrologista reitera que a doença nos rins geralmente não causa dor nem sintomas evidentes nos estágios iniciais: “Muitas vezes, o primeiro alerta aparece em exames de rotina, como alteração da creatinina no sangue ou presença de proteína na urina”. A mestra pontua que alguns sinais precoces podem chamar atenção.

Conforme a médica, urina persistentemente espumosa, elevação da pressão arterial e inchaço discreto nos pés ao fim do dia são alguns dos indícios da perda da capacidade dos rins. “É importante destacar que a inexistência de sintomas não significa ausência de doença”, endossa a coordenadora de transplante do Hospital do Coração de Natal (HCN).


Fonte: Metrópoles



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