Sapucaí vibra do começo ao fim com desfiles marcantes e homenagens históricas na 2ª noite de desfiles no Rio; confira


Beija-Flor e Viradouro foram os destaques da 2ª noite de desfiles no Rio

Após 17anos, Juliana Paes reestreia como rainha de bateria da Unidos do Viradouro • Leo Franco/Agnews

A Marquês de Sapucaí viveu mais uma noite de pura emoção e arquibancadas vibrando do início ao fim. A segunda noite de desfiles do Grupo Especial do Rio de Janeiro, entre a noite de segunda-feira (16) e a madrugada de terça-feira (17), foi marcada por homenagens fortes, apresentações grandiosas e pela empolgação constante do público, que respondeu com aplausos, cantou os sambas e transformou a avenida em um verdadeiro espetáculo coletivo.

Quatro escolas cruzaram a avenida levando enredos que exaltaram nomes importantes da cultura brasileira, como a cantora Rita Lee e a escritora Carolina Maria de Jesus, arrancando reações emocionadas da plateia.

A Mocidade Independente de Padre Miguel abriu os desfiles com o enredo “Rita Lee, A Padroeira da Liberdade”, assinado pelo carnavalesco Renato Lage. Logo na abertura, a comissão de frente impactou o público ao transformar uma cela com a palavra “censurada” em uma nave espacial, enquanto a representação da cantora surgia com uma vassoura de bruxa, momento que levantou as arquibancadas.

Desfile da escola de samba Mocidade Independente de Padre Miguel do grupo Especial durante o Carnaval Rio 2026, realizado no Sambódromo Marquês de Sapucaí no Rio de Janeiro/RJ. 16/02/2026 • LUIZ GOMES/FOTOARENA/FOTOARENA/ESTADÃO CONTEÚDO

As alas trouxeram referências marcantes da trajetória da artista, como “Ovelha Negra”, “Prisioneira” e “Toda Mulher é Meio Rita Lee”. Um dos momentos mais aplaudidos foi a homenagem ao cachorro Orelha, reforçando a luta de Rita Lee pela causa animal. Apesar da boa recepção popular, um espaço aberto entre setores pode gerar desconto na pontuação.

A Beija-Flor levou para a avenida a história do Bembé do Mercado, tradicional manifestação religiosa ligada ao candomblé na Bahia. O desfile emocionou o público com representações de Oxum e Iemanjá e uma comissão de frente que surpreendeu ao transformar um barco em Mãe D’água.

Enzo Celulari desfila na bateria da Beija-Flor • Leo Franco / AgNews

A passagem pela avenida foi segura e dentro do tempo, mantendo o público animado ao longo de todo o percurso. Um pequeno defeito em detalhe do abre-alas, porém, pode ser avaliado pelos jurados.

Na sequência, a Unidos do Viradouro apostou na emoção ao homenagear o Mestre Ciça. O retorno de Juliana Paes ao posto de rainha de bateria, após 17 anos, foi um dos momentos mais celebrados da noite, com forte reação das arquibancadas.

O desfile também trouxe referências históricas da escola, incluindo a releitura do icônico carro de 2007, quando ritmistas desfilaram sobre a alegoria. Apesar do desfile seguro e dentro do tempo, um problema no elevador do penúltimo carro pode influenciar na avaliação.

Encerrando a noite, a Unidos da Tijuca homenageou a escritora Carolina Maria de Jesus, reforçando sua importância na literatura brasileira e sua identidade como escritora, e não apenas como moradora de favela que escrevia.

Desfile da Unidos da Tijuca na Marquês de Sapucaí • LUIZ GOMES/FOTOARENA/FOTOARENA/ESTADÃO CONTEÚDO



Da Redação / Com informações da CNN Brasil








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