Especialistas explicam sintomas da doença e reforçam que circulação no país durante o Carnaval não é prevista

Getty Images
Com a confirmação de um surto do vírus Nipah em países asiáticos, incluindo casos recentes na Índia e em Bangladesh, o tema voltou a figurar entre assuntos de saúde pública e gerar questionamentos sobre uma possível ameaça para populações de outras regiões do mundo às vésperas do Carnaval de 2026.
O Nipah é um vírus zoonótico — transmitido de animais para humanos — que está na lista de patógenos considerados de alto risco por organismos internacionais de saúde devido à sua alta taxa de letalidade, estimada entre 40% e 75% nas infecções confirmadas nas últimas décadas. Não existe atualmente vacina ou tratamento específico aprovado contra a doença, o que suscita preocupação em cenários de surto.
A transmissão ocorre principalmente por contato com animais infectados — sobretudo morcegos frugívoros (pteropídeos), reservatórios naturais do vírus — ou por meio de alimentos contaminados e, em alguns casos, por contato próximo entre pessoas.
Os sintomas iniciais podem incluir febre, dor de cabeça, dor de garganta e mal-estar geral, e progredir, em casos graves, para problemas respiratórios agudos e encefalite (inflamação cerebral), que pode levar ao coma e à morte.
Apesar da preocupação que circula nas redes sociais, autoridades sanitárias brasileiras e internacionais reforçam que não há registro de casos no Brasil e que o risco de disseminação do vírus no país durante o Carnaval é considerado baixo, devido à ausência dos principais vetores naturais e à falta de evidências de transmissão ativa fora de áreas específicas do Sudeste Asiático.
O Ministério da Saúde do Brasil afirmou que não há casos confirmados no país e que protocolos de vigilância epidemiológica seguem em vigor para monitorar eventuais ameaças, com cooperação de instituições como o Instituto Evandro Chagas e a Fiocruz.
Organizações como a Organização Mundial da Saúde (OMS) também têm indicado que o surto atual está sendo acompanhado e que, até o momento, não representa um risco epidêmico para outras regiões do mundo.

.gif)