Em Marília (SP), Sarah e Duda Tobias transformaram a leitura em palestras e livro que incentivam crianças a viver a infância além das telas.
As irmãs Sarah e Duda Tobias, de 8 e 11 anos, venceram um prêmio literário com um livro que incentiva o uso consciente da internet e a valorização da infância.
As jovens autoras já palestraram para mais de 2 mil pessoas, promovendo o equilíbrio entre tecnologia e vivências fora do ambiente digital.
O livro rendeu o 1º lugar no prêmio "Melhores do Ano" e uma bolsa de estudos, superando concorrentes com mais de 140 votos.
As irmãs, que são negras, destacam a importância da representatividade e do estímulo ao conhecimento desde a infância.
A família enfatiza que a tecnologia é aliada, mas não deve substituir o brincar, com os pais monitorando o acesso e incentivando a leitura.
Duas irmãs, de 8 e 11 anos, têm chamado a atenção em Marília, no interior de SP, ao transformar a leitura em um projeto de incentivo ao uso consciente da internet e à valorização da infância longe das telas.
Autoras do livro "Minha amiga Internet — Navegar é bom, mas ser criança é ainda melhor", Sarah Tobias, de 11 anos, e Duda Tobias, de oito, realizam palestras para crianças, pais e estudantes universitários, defendendo o equilíbrio entre tecnologia e experiências fora do ambiente digital.
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Aos 11 e oito anos, irmãs de Marília (SP) ganham prêmio literário com livro — Foto: Arquivo pessoal
O trabalho das irmãs ganhou reconhecimento com o 1º lugar na premiação "Melhores do Ano 2025", na categoria escritor(a). Concorrendo com autores de diferentes idades e gêneros literários da cidade, as meninas venceram o prêmio no dia 6 de janeiro deste ano.
O livro foi lançado no ano passado, no Teatro Municipal de Marília, atraindo grande público. A apresentação teve casa cheia, com 475 pessoas.
O trabalho já rendeu outros reconhecimentos, como o troféu do Comitê de Cultura do Estado de São Paulo e uma bolsa de estudos integral em um colégio da cidade. Desde então, as irmãs já palestraram para mais de 2 mil pessoas.
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O livro rendeu o 1º lugar no prêmio 'Melhores do Ano' para as irmãs de Marília (SP) — Foto: Divulgação
Representatividade e inspiração
Meninas negras, Sarah e Duda abordam nas palestras a importância da representatividade intelectual e do incentivo ao conhecimento desde a infância.
A família destaca que o objetivo é ampliar referências para outras crianças, especialmente as negras, mostrando que o espaço literário e acadêmico pode ser ocupado desde cedo.
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Jovens autoras já palestraram para mais de 2 mil pessoas — Foto: Arquivo pessoal
Mesmo com a agenda de eventos e apresentações, a prioridade segue sendo preservar a infância. A principal mensagem das palestras é que a tecnologia pode ser uma aliada, desde que não substitua o brincar, o convívio social e as experiências do dia a dia.
"A infância precisa ser mais vivida do que conectada", resume o pai, Saulo Tobias.
As irmãs também mantêm um perfil no Instagram, utilizado para compartilhar atividades escolares e produções literárias. A conta, no entanto, é administrada e monitorada pelos pais, que acompanham as publicações e controlam o tempo de acesso às redes sociais.
Leitura desde cedo
Segundo a família, o incentivo à leitura começou ainda na primeira infância e, juntas, as irmãs já leram mais de 500 livros. Apesar da agenda de compromissos, a leitura ocupa apenas parte da rotina diária.
"Elas dedicam até uma hora por dia aos livros e passam o restante do tempo brincando, desenhando, subindo em árvores e convivendo com amigos", comenta o pai.
O pai conta que sempre houve incentivo à leitura e à escrita dentro de casa, além de limites claros para o uso de dispositivos eletrônicos. Segundo ele, a proposta não é proibir a tecnologia, mas ensinar o uso consciente desde cedo.
"A internet não é um demônio, mas deve ser usada com consciência. Navegar é bom, mas ser criança é ainda melhor", afirma.
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Jovens autoras do livro 'Minha amiga Internet — Navegar é bom, mas ser criança é ainda melhor' — Foto: Arquivo pessoal
com informações do G1

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