Atraso em obra livra família de ser soterrada em casa atingida por rochas na região Serrana do ES


Se obra estivesse concluída no prazo, casal e as duas filhas estariam ocupando residência que foi destruída por desprendimento de placa rochosa, em Afonso Cláudio

Foi como um livramento. Assim reagiu a família que teve a casa destruída e soterrada por um deslizamento de rochas ocorrido em Córrego do Firme, zona rural de Afonso Cláudio, na região Serrana do Espírito Santo, na tarde de sexta-feira (6). Imagens de vídeo mostram que a residência desapareceu embaixo das pedras que se desprenderam da formação rochosa. Uma lavoura de café também foi destruída.

O susto e o prejuízo, porém, poderiam ter se transformado em tragédia. Isso porque o casal Fábio da Silva, de 44 anos, e Ariane Pereira, além das duas filhas de 6 a 12 anos, já deveriam estar morando na casa desde janeiro. Mas um atraso nas obras impediu a mudança da família. Assim, na hora do desprendimento da placa de rocha, apenas Fábio estava no local, almoçando.

"Graças a Deus, a obra não tinha sido finalizada. Se não fosse o atraso na construção, eu, Fábio e minhas filhas estaríamos morando na casa", afirmou Ariane Pereira, dona do imóvel.

De acordo com Ariane Pereira, Fábio havia acabado de pegar a marmita quando ouviu barulhos e foi à parte externa da casa ver o que estava ocorrendo. Ao perceber o desprendimento das rochas, só teve tempo de correr.

Fábio não se feriu gravemente, mas está com arranhões nas costas e o dedo machucado. Abalado emocionalmente, ele preferiu não dar entrevista. Segundo Ariane, o marido sofre com a lembrança das pedras se aproximando da casa e o pensamento de que as filhas poderiam estar no imóvel naquele momento.

"Se não estivessem na escola, nossas filhas também poderiam estar em casa na hora do desprendimento", conta Ariane.

No momento, a família está morando em uma casa cedida por um amigo. Agora, a intenção é construir uma nova residência, porém em outro lugar.

“O importante é estar vivo. Coisas materiais, aos poucos conquistamos e ainda temos o sonho de ter o nosso próprio cantinho”, afirma Ariane, com esperança.

Imagem aérea mostra volume de pedras que deslizaram e o local onde casa e lavoura foram destruídas Crédito: Defesa Civil Municipal

Casas interditadas

De acordo com a Defesa Civil Municipal, casas próximas à área onde houve o desprendimento de rocha foram interditadas devido ao risco de novas quedas. Um dos imóveis localizados na região, que pertence a um parente do casal dono da residência soterrada, ficou com sinais de trincamento depois do deslizamento.

Os moradores da região que estão em localização de risco se encontram agora em casa de parentes.

As equipes da Defesa Civil e da prefeitura estiveram no local para realizar uma avaliação técnica da encosta, a fim de verificar as condições de estabilidade da área e identificar se ainda há risco de novos deslizamentos.


Fonte: A Gazeta






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