Bombeiro fatura R$ 1 milhão com saco de carvão que acende 'sozinho'


Invenção de William Biolo elimina o uso de álcool e garante brasa pronta em minutos; empresa produz 5 mil pacotes mensais

William Biolo uniu segurança e praticidade para resolver o maior drama do churrasco — Foto: Reprodução/ Denise Wichmann

Em 2021, o empreendedor William Biolo, decidiu unir sua experiência como bombeiro voluntário à tradição familiar em churrascarias para resolver o maior drama do churrasco doméstico: o fogo que não pega.

Criador do Carvão Brazah, o gaúcho desenvolveu o primeiro saco de carvão prático que dispensa o uso de inflamáveis externos. A solução, que exigiu dois anos de testes e mais de 200 protótipos, provou-se um sucesso comercial. Após faturar R$ 60 mil no ano de lançamento, a empresa deu um salto de crescimento e agora tem faturamento anual de R$ 1 milhão.

A ideia surgiu da observação de Biolo sobre os riscos e a sujeira envolvidos no método tradicional. "Aprendi um pouco com meu pai, mas do método tradicional, usando álcool e outros instrumentos para fazer o fogo", recorda o empreendedor. Unindo os conhecimentos de segurança que adquiriu na escola de Bombeiro Mirim e o desejo de empreender, ele buscou um design que facilitasse a circulação de ar e garantisse a queima total da embalagem sem comprometer o sabor do alimento.

O diferencial do produto está na engenharia interna da embalagem, feita de papel com fibra natural e tintas à base de água e cola vegetal. "Nós produzimos uma estrutura de madeira com um acendedor, o qual o carvão vai acoplado em uma embalagem em cima. Essa estrutura é toda pensada para a circulação do ar, para o acendedor ficar na posição correta, segurar o carvão e dar eficiência na hora de acender", explica Biolo. Para o consumidor, a tarefa é minimalista: basta rasgar dois pontos indicados e acender o pavio.

Atualmente, a operação conta com um galpão e quatro colaboradores, mantendo uma produção de 5 mil pacotes por mês. Para Biolo, o segredo da inovação está na capacidade de olhar para o cotidiano com foco na resolução de problemas.

"Eu sempre tive esse olhar de não só enxergar o problema, mas sim enxergar a solução. Vejo que o produto deu certo e é algo que não sai mais do mercado hoje", afirma.



Fonte: PEGN




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