Comandada por Dunga, Seleção venceu os franceses de virada com milagre de Jefferson, que eternizou lance. Equipes se reencontram na mesma data em novo amistoso nesta quinta

Veja os gols do último amistoso e entre França e Brasil, em 2015
Rivais históricos com quatro confrontos em Copas do Mundo, Brasil e França voltam a se enfrentar nesta quinta-feira, exatamente 11 anos depois do último duelo entre as seleções. Em uma quinta-feira, também no dia 26 de março, em 2015, as equipes realizaram um amistoso no Stade de France, em Paris.
A bola rola para Brasil x França às 17h (de Brasília) no Gillette Stadium, em Foxborough. Globo, sportv e getv transmitem ao vivo.
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Jefferson fez grande defesa após cabeçada de Benzema em 2015 — Foto: Getty Images
Comandada por Dunga, a seleção brasileira calou a torcida francesa e venceu de virada, por 3 a 1, com um elenco (quase) todo diferente do que Carlo Ancelotti terá à disposição para o jogo desta quinta. O único remanescente daquele confronto que está disponível para o técnico italiano é o zagueiro Danilo, do Flamengo. Do lado francês, apenas o treinador Didier Deschamps integrava a seleção de 2015 e segue para 2026.
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Benzema disputa bola com Thiago Silva e Danilo em França 1 x 3 Brasil (2015) — Foto: AFP
Na beira do gramado, estavam dois campeões mundiais como capitães: Dunga levantou a taça no tetra, em 1994, enquanto Deschamps foi o responsável por erguer o troféu no primeiro título francês, na Copa de 1998 - 20 anos antes de igualar a façanha de Zagallo e Beckenbauer de conquistar uma Copa do Mundo como jogador e técnico.
O Brasil chegava à partida em Paris ainda se recuperando do 7 a 1 sofrido para a Alemanha na semifinal da Copa, oito meses antes. Dunga retornou à Seleção logo após o Mundial para sua segunda passagem. A trajetória começou bem, com seis vitórias consecutivas em amistosos no final de 2014, incluindo um 2 a 0 sobre a Argentina.
A França seguia o processo de reestruturação com Didier Deschamps, que assumiu o comando da equipe após a Eurocopa de 2012. No Mundial do Brasil, os franceses chegaram às quartas de final, caindo também para a Alemanha, mas com novos nomes despontando e começando a dar forma ao time que seria finalista da Euro de 2016 e campeão do mundo na Rússia, em 2018.
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Dunga e Deschamps — Foto: Rafael Ribeiro / CBF
Foi justamente um desses nomes que abriu o placar no Stade de France. O zagueiro Raphaël Varane foi lançado na seleção francesa por Deschamps em 2013, quando tinha apenas 19 anos. Com 21, foi titular da equipe na Copa do Mundo do Brasil, e se tornou um dos pilares do time campeão na Rússia.
Milagre que virou quadro
Aos 20 minutos, Valbuena cobrou escanteio na área, e Varane venceu Miranda na disputa aérea para fazer 1 a 0. Jefferson não alcançou a testada perfeita do jovem zagueiro. Minutos antes, o goleiro tinha feito grande defesa em cabeceio de Benzema. Posteriormente, o lance foi eleito a maior defesa da história da seleção brasileira, e ganhou um quadro na casa do atleta.
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Defesa de Jefferson virou quadro após ser eleita a maior da história da Seleção — Foto: Arquivo Pessoal
O Benzema estava basicamente em cima da linha para cabecear. Uma das minhas características era explosão, consegui reagir rápido e fazer uma defesa que está em um quadro na minha casa. A gente sabia que o jogo aéreo da França era muito forte. Mesmo assim, tivemos uma dificuldade durante o jogo. Eram jogadores experientes. Depois conseguimos neutralizar. A gente sabia que ia ser um jogo difícil."
— Jefferson, ex-goleiro da seleção brasileira
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Varane comemora gol da França contra o Brasil — Foto: Agência Reutes
A resposta brasileira foi positiva. Ainda que com muitos jovens em campo — Danilo, Oscar, Roberto Firmino e Neymar tinham 23 anos na época —, a Seleção não se assustou com o gol sofrido e passou a ditar o ritmo do jogo em Paris. Aos 39, Oscar recebeu na área e finalizou de bico para empatar e deixar o placar mais condizente com o que ocorria em campo.
O gol foi o último do meia com a amarelinha. Depois da partida contra a França, ele só entraria em campo pelo Brasil em mais três jogos, todos pelas eliminatórias no final de 2015. Durante o ano, Oscar sofreu duas lesões no Chelsea, uma na coxa e outra no joelho. O afastamento dos principais palcos do futebol mundial se consolidou no fim de 2016, quando o jogador se transferiu para a China.
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Oscar França x Brasil — Foto: AFP
Na volta do intervalo, a pressão brasileira aumentou, e os franceses foram amplamente dominados. Neymar, que meses depois seria campeão da Liga dos Campeões com gol na final pelo Barcelona, virou o jogo para o Brasil em Paris.
Na entrada da área, Willian lançou o camisa 10, que recebeu em velocidade na esquerda. Com um chute forte, sem chance para o goleiro Mandanda, ele superou o ângulo difícil imposto pela marcação de Varane, autor do gol francês.
A vitória foi selada com mais uma assistência de Willian. Cobrando escanteio, o atacante encontrou Luiz Gustavo, que escapou de toda a defesa francesa e cabeceou cruzado, marcando o terceiro gol brasileiro aos 23 minutos do segundo tempo.
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Neymar comemora gol do Brasil contra a França — Foto: Bruno Domingos / Mowa Press
O triunfo foi o sétimo da seleção brasileira em 16 partidas oficiais contra a França, que tem cinco vitórias e quatro empates. Foi também a primeira vez que o Brasil venceu no Stade de France. Nos dois jogos anteriores, a Seleção sequer havia marcado nas derrotas por 1 a 0 em amistoso em 2011 e por 3 a 0 na decisão da Copa de 1998.
Desde então, brasileiros e franceses nunca mais se enfrentaram. O momento em que um novo duelo ficou mais perto de acontecer foi na Copa da Rússia, em 2018, quando o Brasil foi derrotado pela Bélgica nas quartas de final. Se vencesse, enfrentaria a França na semifinal.
Exatamente 11 anos depois, novamente em uma quinta-feira e em um 26 de março, as seleções voltam a se encarar. A bola rola às 17h (de Brasília) no Gillette Stadium, em Foxborough. Globo, SporTV e ge TV transmitem ao vivo.
Com informações do GE

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