Michael Jackson teria abusado de menino nas casas de Elton John e Elizabeth Taylor, diz novo processo na justiça


O espólio do músico é alvo de processo movido por quatro membros da família Cascio, considerada pelo cantor como sua ‘segunda família’

Michael Jackson — Foto: Getty Images

Os responsáveis pelo espólio do cantor Michael Jackson (1958-2009) estão sendo processados por quatro irmãos que acusam o músico de tê-los abusado sexualmente por mais de dez anos, quando eles ainda eram crianças. Os quatro autores do processo são os irmãos Edward, Dominic, Marie-Nicole e Aldo Cascio.

Os quatro são filhos de Dominic Cascio Sr., amigo próximo de Michael Jackson. No processo noticiado pelo jornal Los Angeles Times, Edward Cascio, conhecido pelo apelido de Eddie, alega ter sido abusado sexualmente pelo músico durante visitas às casas da atriz Elizabeth Taylor (1932-2011) e do cantor Elton John.


Segundo o Los Angeles Times, o processo dos Cascio contra o espólio de Jackson foi apresentado no Tribunal Federal do Distrito Central da Califórnia na sexta-feira (27 de fevereiro). O processo fala em grooming (aproximação intencional de crianças com fins sexuais), uso de drogas, estupro e agressões sexuais contra os quatro filhos da família Cascio, durante mais de dez anos, começando quando alguns deles tinham cerca de 7 anos.


A reportagem do jornal Los Angeles Tmes sobre o processo movido por quatro membros da família Cascio contra o espólio de Michael Jackson — Foto: Reprodução

O jornal relata que os Cascio eram conhecidos como a “segunda família” ou a “família secreta” do astro pop, viajando com ele em turnês e passando feriados ao seu lado.

O processo relata que Jackson usava frases e termos secretos - como “posso ter uma reunião?”, “chá Yogi”, “Neverland” e “Ir para a Disneylândia” - como forma de encorajar as crianças a se envolverem em “atos sexuais extremos” com ele. Ele também é acusado de oferecer às crianças vinho, apelidado por ele de “Suco de Jesus”, e bebidas destiladas, chamadas por ele de “Suco da Disneylândia”. Os quatro ainda dizem que foram drogados pelo cantor.

Além de levar os Cascio para viajar com ele, Jackson também passava datas festivas com as crianças. O processo alega que ele passava longos períodos na casa dos Cascios em Nova Jersey, também acompanhado de seus filhos. Aí consta a alegação de Edward Cascio de que teria sido abusado sexualmente pelo músico na casa de Elizabeth Taylor na Suíça, assim como na residência de Elton John no Reino Unido.

Os quatro irmãos dizem que foram abusados sexualmente pelo cantor em várias viagens de suas turnês, assim como em visitas à moradia dele em Santa Barbara, o famoso Rancho Neverland. O processo diz que a equipe do cantor teria ajudado a esconder os abusos. Sempre presentes, os pais dos Cascio eram colocados em quartos longes daqueles ocupados pelas crianças. O artista também é acusado de mostrar aos Cascio pornografia e fotos de crianças nuas.

As primeiras acusações de abuso sexual contra Jackson surgiram no início dos anos 1990. A reportagem do Los Angeles Times explica que os Cascio nunca falaram sobre o tema por causa de um acordo confidencial assinado por eles com o espólio do músico, concordando em permanecer em silêncio sobre a relação deles com o cantor e qualquer possível acusações que eles tivessem a fazer.

Esse acordo assinado pelos Cascio previa que o espólio pagaria cinco parcelas anuais de cerca de US$ 690 mil para cada irmão como compensação “pelos muitos anos que Jackson abusou de cada um deles e que a Organização Jackson ajudou a encobrir”, diz o processo. Agora, os Cascios dizem que o montante é “insuficiente” e que foram coagidos a assinar o acordo de confidencialidade “sem entender seus direitos”.

Advogado da família Jackson e do espólio do músico, Marty Singer classificou o processo movido pelos Cascio como uma “tentativa desesperada de conseguir dinheiro”. Ele também alegou que a família Cascio defendeu fortemente a inocência de Jackson por mais de 25 anos, o que contradiz as alegações recentes.

Os quatro irmãos Cascio pedem uma indenização pelos vários anos de abuso e também a anulação do acordo assinado por eles em 2019.

Com informações  da revista monet




Postagem Anterior Próxima Postagem