Mulher que integrava rede de exploração infantil junto com piloto é presa em Marataízes


Sérgio Antonio Lopes foi preso em fevereiro deste ano em São Paulo; segundo investigações, mulher disponibilizava imagens de uma criança para o piloto

Mulher presa em Marataízes é suspeita de ter ligação com Sérgio Antonio Lopes, de 62 anos (foto em destaque), preso em fevereiro | Foto: Divulgação/PCES e Divulgação/PCSP

Uma operação conjunta entre policiais do Espírito Santo e de São Paulo prendeu, na manhã desta terça-feira (10), uma mulher suspeita de integrar o mesmo esquema de exploração sexual infantil que levou à prisão do piloto de aviação Sérgio Antonio Lopes, de 62 anos, em fevereiro.

A mulher, de 29 anos, foi presa em Marataízes, no litoral Sul capixaba. Ela é investigada por disponibilizar imagens de uma criança de três anos para o piloto, que é apontado como chefe do grupo criminoso.

Durante a ação, que integra a segunda fase da Operação Apertem o Cinto, também foi cumprido um mandado de busca e apreensão na residência da suspeita. O objetivo, segundo a polícia, foi apreender o celular da investigada, que seria usado para enviar as imagens da criança e receber o pagamento.

A mulher foi conduzida para a sede do Departamentos de Homicídio e Proteção à Pessoa de Vitória, onde irá prestar depoimento. Em seguida, ela será encaminhada ao sistema prisional capixaba até decisão judicial que determine a transferência para São Paulo.


Investigação

O inquérito policial foi instaurado em outubro de 2025. Desde então, já foram identificadas três vítimas, com 11, 12 e 15 anos, todas submetidas a graves situações de abuso e exploração sexual. Segundo a Polícia Civil de São Paulo, a rede criminosa estruturada era voltada à exploração sexual de crianças e adolescentes.

De acordo com a delegada Luciana Peixoto, o suspeito aliciava mães e avós das vítimas, com quem havia tido envolvimentos amorosos, e deixava claro nos encontros que “gostava de crianças”, segundo apuração da Polícia Civil.

Uma mulher de 53 anos, avó de três adolescentes, de 10, 12 e 14 anos, também foi presa durante a operação, suspeita de permitir e facilitar o encontro do piloto com as netas.

O piloto é investigado por crimes de estupro de vulnerável, estupro, favorecimento da prostituição e da exploração sexual de criança e adolescente, uso de documento falso, produção, armazenamento e compartilhamento de material de pornografia infanto-juvenil, perseguição reiterada (stalking), aliciamento de crianças e coação no curso do processo, evidenciando grave violação à dignidade sexual de crianças e adolescentes.

Segundo a Polícia Civil de São Paulo, as provas colhidas até o momento mostram que os crimes investigados integram uma estrutura organizada de exploração sexual infantil, com indícios de habitualidade, divisão de funções e atuação coordenada entre os envolvidos.


Da Redação / Com informações Tribuna Online



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