Rituais com dinheiro ilícito expõem esquema envolvendo advogada e policiais


Reprodução/Redes Sociais

Profissional teve inscrição suspensa pela Ordem dos Advogados do Brasil após investigação apontar participação em organização criminosa

Uma advogada e policiais militares são investigados por envolvimento em um esquema criminoso que inclui agiotagem, extorsão mediante tortura e lavagem de dinheiro no município de Luziânia.

A Ordem dos Advogados do Brasil suspendeu a inscrição profissional de Tatiane Meireles, apontada como integrante do grupo. Segundo a Polícia Civil de Goiás, ela atuaria ao lado do marido, o sargento Hebert Póvoa, e de outros dois policiais militares.

As investigações indicam que o grupo operava um esquema estruturado de empréstimos ilegais com cobrança de juros abusivos, acompanhado de ameaças e violência contra vítimas inadimplentes. Durante a apuração, vídeos analisados pela polícia mostrariam episódios de agressões e intimidação.

Em um dos registros, segundo a investigação, a advogada aparece conduzindo uma espécie de oração sobre valores em dinheiro, pedindo que o montante fosse “abençoado”. Em outras imagens, há relatos de participação direta em cobranças violentas contra devedores.

De acordo com a polícia, a atuação da suspeita incluía tanto o suporte jurídico para proteger o grupo quanto a participação ativa nas ações de cobrança.

Durante operação realizada em novembro, seis pessoas foram presas. Na ocasião, foram apreendidas armas de fogo, dinheiro em espécie e documentos relacionados ao controle de dívidas.

Além da investigação criminal, os policiais militares envolvidos também respondem a processos administrativos disciplinares, que podem resultar na exclusão da corporação.

No âmbito legal, os investigados podem responder por crimes como organização criminosa, extorsão qualificada, lavagem de dinheiro e agiotagem.

A advogada permanece afastada das atividades profissionais enquanto o processo disciplinar segue em andamento. O caso continua sob investigação, e novas vítimas têm procurado a polícia para relatar situações semelhantes.




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