No Espírito Santo, instituto especializado tem adotado algumas soluções como a prova nominal variada, que gera um caderno exclusivo para cada candidato, com ordem diferente de questões e alternativas
Investigações recentes e reportagens exibidas pelo programa Fantástico da TV Globo trouxeram novamente à tona esquemas de fraude em concursos públicos no Brasil. As apurações apontam a atuação de grupos organizados que utilizam pontos eletrônicos, envio de gabaritos durante as provas e até candidatos substitutos. Entre os casos citados estão suspeitas relacionadas ao Concurso Nacional Unificado e investigações envolvendo concursos estaduais, como o da Polícia Militar de Alagoas.
Diante desse cenário, organizadores de concursos têm adotado novas tecnologias para aumentar a segurança dos processos seletivos. Nos concursos recentes da Polícia Penal do Espírito Santo e do Instituto de Atendimento Socioeducativo do Espírito Santo (Iases), que devem contratar cerca de 1.600 profissionais, foram aplicadas ferramentas tecnológicas voltadas à prevenção de fraudes.
Segundo o diretor-geral da Polícia Penal, José Franco de Morais Junior, a preocupação com a segurança foi central na condução do próprio certame da corporação: “No concurso da Polícia Penal, buscamos adotar tecnologias mais avançadas justamente porque sabemos que as tentativas de fraude estão cada vez mais sofisticadas. Precisamos estar sempre à frente para garantir a lisura do processo”.
NO ESPÍRITO SANTO
No Espírito Santo, um instituto especializado tem adotado algumas soluções como a prova nominal variada, que gera um caderno exclusivo para cada candidato, com ordem diferente de questões e alternativas, reduzindo a possibilidade de comunicação de respostas.
O modelo é complementado por outras tecnologias, como reconhecimento facial na identificação, uso de sistemas de detecção e rastreamento de sinais de rádio - capazes de localizar dispositivos eletrônicos clandestinos - e processos de criptografia na elaboração das provas, aliados a rígido controle logístico e armazenamento seguro.
Para especialistas e gestores públicos, o uso combinado de tecnologia, controle logístico e inteligência de dados tem se tornado essencial para garantir a lisura e a credibilidade desses processos seletivos.
Fonte: A Gazeta

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