Câmera de PM grava confissão por ‘descuido’ e soluciona execução de 11 tiros em SC


Mulher condenada por mandar matar marido, após o mesmo agredi-la e raspar seus cabelos com uma faca, comentou sobre crime dentro da viatura sem saber que estava sendo 

Policial com câmera corporal ajudou a solucionar homicídio em 2023Foto: PMSC/Divulgação/ND

A câmera corporal utilizada por um policial militar de Santa Catarina ajudou a solucionar um homicídio em Chapecó, no Oeste Catarinense. O julgamento do crime, que aconteceu em 5 de abril de 2023, foi realizado nesta sexta-feira (10).


Na época, um homem havia sido morto com 11 tiros. Dois homens foram condenados pelo homicídio e uma mulher, ex-companheira da vítima, foi acusada de ser mandante do crime. Uma conversa gravada entre ela e o policial militar, por meio da câmera corporal, foi responsável por elucidar o crime.


Entenda como policial com câmera corporal ajudou a solucionar crime

Segundo a investigação, a mulher acusada de orquestrar o crime e o homem assassinado mantinham um relacionamento amoroso.

A vítima, após descobrir que sua companheira o traía com um dos réus, foi até a casa dela e a agrediu. Nesta ocasião, ele teria cortado os cabelos da companheira com uma faca. Ela, então, contratou o amante e outro réu para assassiná-lo, em 5 de abril de 2023.

Mulher comentou o crime despretensiosamente a policial com câmera corporalFoto: PMSC / Divulgação/ ND

A investigação do que poderia ter acontecido tomou rumo quando a mulher foi presa por outra ocorrência. Enquanto ia para o presídio, dentro da viatura, ela comentou despretensiosamente sobre o crime envolvendo o ex-companheiro. Sua fala foi gravada por um policial com câmera corporal, fato que deu início às apurações.

Crime elucidado por policial com câmera corporal foi julgado pela 2ª Vara Criminal da comarca de ChapecóFoto: Reprodução/TJSC


Ao fim do julgamento, foram sentenciados:

um homem por homicídio simples e porte ilegal de arma de fogo, com agravante por numeração suprimida, e recebeu pena de 18 anos e 8 meses de reclusão em regime fechado;
outro homem foi condenado por homicídio simples e porte ilegal de arma de fogo, com pena de 14 anos e 2 meses de reclusão em regime fechado;
a mulher apontada como mandante, condenada por homicídio simples privilegiado e recebeu pena de 5 anos de reclusão em regime inicial aberto.

Um quarto réu, acusado de auxiliar na fuga, foi absolvido por falta de provas.

Fonte: ND+


Postagem Anterior Próxima Postagem