Conflito no Oriente Médio: Trump ameaça Irão com “inferno” se estreito de Ormuz não reabrir


Nesse sábado (4), Trump disse que o governo iraniano tem 48 horas para normalizar as atividades na passagem marítima.


A guerra entre os Estados Unidos, Israel e o Irão continua a escalar com novos confrontos militares e ameaças de escalada regional. Donald Trump lançou um ultimato a Teerão para reabrir o estreito de Ormuz até segunda-feira, enquanto o Irão afirma ter abatido dois aviões norte-americanos. Ataques no Líbano, um míssil lançado do Iémen e protestos em Israel agravam as tensões

O presidente norte-americano, Donald Trump, afirmou que “o inferno cairá” sobre o Irão caso a passagem marítima pelo estreito de Ormu não seja reaberta até à próxima segunda-feira. O aviso surge enquanto continuam as operações de busca por um tripulante de um caça dos Estados Unidos abatido sobre território iraniano.

Segundo Teerão, duas aeronaves militares norte-americanas foram derrubadas: uma na província de Kohgiluyeh e Boyer-Ahmad e outra que se despenhou no Golfo. A busca por um dos membros da tripulação prossegue pelo segundo dia, sem comentários oficiais adicionais do Pentágono ou da Casa Branca.

Um porta-voz do quartel-general militar iraniano Khatam al-Anbiya advertiu que qualquer nova escalada militar poderá provocar uma resposta regional mais ampla. “Se a agressão se expandir, toda a região se transformará num inferno para os Estados Unidos e Israel”, afirmou.


Ataque reivindicado pelos Houthis

Os rebeldes Houthis do Iémen afirmaram ter realizado um ataque contra Israel, alegadamente dirigido ao aeroporto Ben Gurion e a “instalações militares vitais” no sul do país. Num comunicado divulgado através do canal Al-Masirah, o grupo disse ter utilizado um míssil de fragmentação e vários drones.

As Forças Armadas israelitas confirmaram a detecção de um míssil lançado a partir do Iémen e a activação dos sistemas de defesa aérea. Segundo meios de comunicação israelitas, o projéctil caiu numa área aberta, sem provocar vítimas nem danos.


Ataques no sul do Líbano

No sul do Líbano, um ataque israelita na localidade de Habbush matou pelo menos duas raparigas e feriu 22 pessoas, de acordo com o Ministério da Saúde libanês. Outro bombardeamento em al-Hawsh, perto da cidade de Tiro, provocou 18 feridos, incluindo uma criança, três mulheres e três paramédicos.

Israel tem realizado ataques quase diários em território libanês e lançou uma ofensiva terrestre no sul do país a 2 de março, deslocando mais de um milhão de pessoas.


Protestos em Telavive

Em Israel, centenas de pessoas participaram em Telavive num protesto contra a guerra. Os manifestantes exibiram cartazes com mensagens como “Não bombardeiem – dialoguem! Acabem com a guerra sem fim”.

Alguns participantes criticaram o governo de Benjamin Netanyahu e questionaram os motivos para a continuação do conflito. A polícia deteve vários manifestantes durante a concentração. O protesto ocorreu apesar das restrições impostas às manifestações públicas durante o conflito.






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