“Impressionante”: trabalhador sobrevive a choque de 14 mil volts considerado mortal; bombeiro explica o que o salvou


Segundo o militar, fatores como o trajeto da descarga e as condições do local ajudam a explicar os danos. O homem sofreu o choque na segunda-feira (6), em uma obra em Uberlândia, no Triângulo Mineiro e foi socorrido com queimaduras graves.


O trabalhador, de 37 anos, que sobreviveu após sofrer um choque elétrico de quase 14 mil volts, na tarde de segunda-feira (6), em uma obra no bairro Vigilato Pereira, em Uberlândia, foi socorrido com queimaduras de terceiro grau em várias partes do corpo. Apesar da gravidade dos ferimentos, as consequências poderiam ter sido ainda piores, segundo o sargento Rodrigo Mourão, do Corpo de Bombeiros.

“É uma carga extremamente alta, com potencial de causar até uma morte imediata. O rapaz estava com um objeto metálico, uma treliça, quando encostou na rede ele fez uma condução dessa eletricidade, onde o trabalhador se transforma parte dessa corrente de energia até o aterramento, que era o chão, na parte de cima da edificação, onde ele estava”.

Quando o Corpo de Bombeiros chegou à obra, o homem foi encontrado consciente e já sem contato com a corrente elétrica.

“Os vizinhos escutaram um barulho muito alto e disseram terem visto um clarão. Quem estava muito próximo relatou até fogo. Porque a corrente foi tão forte que fez a roupa do trabalhador pegar fogo”, detalhou o militar.

Após receber os primeiros socorros no local, o homem foi levado com urgência ao Hospital de Clínicas da Universidade Federal de Uberlândia (HC-UFU).

O nome do trabalhador não foi divulgado. Por isso, o g1 não conseguiu atualizar o estado de saúde dele na unidade.

O trabalhador foi socorrido com queimaduras graves e levado ao HC-UFU — Foto: Corpo de Bombeiros/Divulgação


Tempo de contato e caminho da descarga elétrica

De acordo com o sargento Mourão, fatores como o tempo de contato com a descarga elétrica e o local onde o acidente ocorreu influenciam diretamente os danos causados ao corpo da vítima.

“A lesão causada depende muito do tempo que ele ficou sofrendo essa descarga, se o local está molhado, tudo isso influencia. A queimadura é, muitas vezes, oculta, como queimadura profunda, interna, e até lesões graves nos músculos”, explicou.

Ainda segundo o militar, apenas exames clínicos podem indicar com precisão como o trabalhador foi afetado pela forte corrente elétrica. No entanto, o trajeto da descarga pelo corpo pode ter evitado um desfecho mais grave.

“É impressionante, porque foi uma descarga muito alta, com lesões graves. Mas depende, também, do caminho que a descarga elétrica percorreu no corpo dele, pode ser que ela não tenha passado pelo coração, nesse caso poderia ter provocado uma parada cardíaca, por exemplo”.


Acidente na obra

De acordo com o Corpo de Bombeiros, o trabalhador fazia a montagem de ferragem para uma coluna de alvenaria quando a treliça que ele manuseava encostou na rede elétrica de média tensão, conduzindo a corrente para o corpo dele.

Como a vítima estava em um ponto alto e de difícil acesso, os bombeiros utilizaram técnicas de salvamento em altura e uma maca para realizar a descida.

Ele estava consciente, mas apresentava diversas queimaduras no abdômen e nas costas, além de lesões de terceiro grau nas mãos e nos pés.

O local foi deixado aos cuidados do proprietário da obra.

O Ministério Público do Trabalho informou à TV Integração que está ciente do acidente, mas aguarda o boletim de ocorrência para dar continuidade à análise do caso.

Com informações do G1



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