Roubo, armas e drogas: quem é o suspeito de matar universitária em Cariacica


Thiago Machado Paixão está foragido após não retornar ao presídio onde cumpria pena em regime semiaberto

Thiago Machado Paixão (Foto/reprodução: TV Vitória)

Thiago Machado Paixão, ex-namorado e principal suspeito de matar a estudante de Direito Thaís Ellen Barbosa de Oliveira, de 23 anos, em Cariacica, conta com ficha criminal que se estende desde a época em que era menor de idade. Entre os registros estão roubo e posse ilegal de fuzis.

Ele está foragido desde segunda-feira (30), após não retornar para o presídio onde cumpria pena no regime semiaberto. Nesse mesmo dia, Thaís foi morta a facadas em casa no bairro Itaquari. Depois do crime, Thiago teria ido à escola buscar o filho e o deixou na casa de familiares dele. Lá, contou que havia matado Thaís.

A primeira passagem de Thiago pela Justiça aconteceu em 2014, quando tinha apenas 15 anos. Na ocasião, foi abordado pela polícia dirigindo um carro roubado e com drogas.

Ele chegou a afirmar aos policiais que o carro pertencia ao padrasto. No entanto, após diligências, os agentes localizaram familiares de Thiago e confirmaram que o veículo não pertencia a nenhum deles.

Durante o atendimento da ocorrência, os policiais foram informados que um carro com as mesmas características do veículo que estava com Thiago havia sido roubado. Por conta disso, Thiago foi internado no Instituto de Atendimento Socioeducativo do Espírito Santo (Iases).


Confusão no Iases e passagens como maior

Um ano mais tarde, Thiago se envolveu em uma confusão enquanto ainda estava internado no Iases. Um adolescente foi atacado e espancado por outros sete internos, dos quais ele fazia parte.

Após ser liberado da instituição, Thiago voltou a ser detido em 2018, quando foi flagrado com drogas e um carro roubado.

No entanto, apenas em 2019 ele foi condenado por outro crime. Naquele mesmo ano, foi preso apontado como responsável por fuzis AK-47 apreendidos em Vitória e acabou condenado a mais de sete anos de prisão em regime semiaberto pelo caso.

Era por esse crime que ele já cumpria pena quando Thaís Ellen foi assassinada nesta segunda-feira.

Em 2022 ele foi novamente abordado por policiais na avenida Carlos Lindenberg, em Vila Velha, com um amigo, em um carro. No veículo, policiais encontraram drogas e o motorista apresentava sinais de embriaguez.

Em entrevista à TV Vitória, a juíza da Vara de Execuções de Vila Velha, Patrícia Faroni, explicou que Thiago foi dispensado na delegacia a responder pelo delito. Apenas o motorista do veículo, que também cumpre pena no sistema prisional, respondeu pelo crime e perdeu a progressão de regime.
Ele (Thiago) não foi autuado. Ele ficou como testemunha nesse caso. O colega dele, motorista do carro, foi condenado e foi regredido de imediato. Nessa época, o Thiago retornou ao sistema prisional depois do seu horário. Antes de ouvir essa história e analisar que ele ficou como testemunha nesse processo, ele foi regredido. Teve punição até eu ouvi-lo. Em setembro de 2022, ele é regredido e transferido para um presídio fechado e lá permaneceu até 2025, afirmou Patrícia Faroni, juíza da Vara de Execuções de Vila Velha.


Da Redação / Com informações Folha Vitória




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