Os Estados Unidos retomaram o seu programa lunar com a missão Artemis II, que deve fazer o sobrevoo lunar nesta segunda (6).
Acontece nesta segunda-feira o momento mais importante da missão Artemis II: o sobrevoo lunar. Até chegar a essa etapa, porém, os quatro astronautas precisam encarar a rotina dentro dos apenas 9 m² da cápsula da espaçonave.
Imagens divulgadas pela NASA mostram o dia a dia a bordo, com a tripulação trabalhando, se higienizando, comendo e até praticando exercícios físicos (veja no vídeo acima).
🌕 Os Estados Unidos retomaram o seu programa lunar com a missão Artemis II, expedição ao satélite lançada na quarta-feira (1º) após mais de meio século.
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Astronauta se limpa durante missão Artemis II — Foto: Reprodução/Fantástico
Qual o objetivo da missão Artemis II?
O principal alvo dessas missões é o polo sul da Lua. A região concentra indícios de água, considerado um recurso fundamental para o futuro da exploração espacial.
💧 A presença de água torna possível não apenas a permanência de astronautas, mas também a produção de oxigênio e combustível, abrindo caminho para missões mais longas e até para viagens a Marte.
A estratégia envolve permanecer na Lua. A ideia é construir uma base de forma gradual, ampliada ao longo dos anos. Inicialmente, a estrutura deve funcionar com energia solar. Mais adiante, há a previsão de uso de um reator nuclear. Antes da chegada de astronautas, robôs serão enviados para preparar o terreno e instalar os primeiros equipamentos.
🔭 Além da sobrevivência humana, a Lua é vista como um grande laboratório científico. No lado oculto, onde a interferência da Terra não chega, telescópios poderiam observar o universo com mais precisão. A expectativa é enxergar mais longe e captar sinais do cosmos, em busca de respostas sobre a origem e a possibilidade de vida fora da Terra.
🗺️ A nova fase da exploração lunar também tem objetivos estratégicos. Depois de décadas sem missões tripuladas, a retomada acontece em meio a uma disputa geopolítica. A China avança rapidamente no espaço, já realiza voos tripulados há mais de vinte anos, tem sua própria estação espacial e enviou robôs ao lado oculto e ao polo sul da Lua.
Os Estados Unidos planejam pousar na região em 2028; a missão tripulada chinesa deve ocorrer dois anos depois.
A corrida não se limita a governos. Empresas privadas entraram no jogo, interessadas em recursos minerais.
⚛️ Um deles é o hélio-3, abundante na Lua e raro na Terra. Estima-se que o satélite tenha quantidade suficiente para produzir até dez vezes mais energia do que todo o petróleo, carvão e gás disponíveis no planeta. Um quilo do material custa mais de R$ 30 milhões, e volumes pequenos, aliados ao alto valor, tornariam viável a mineração lunar.
O hélio-3 é apontado como combustível para reatores de fusão nuclear, tecnologia que pode mudar radicalmente a forma como o mundo produz energia. A corrida por esses reatores envolve países e empresas privadas e conecta diretamente a exploração da Lua ao futuro energético da Terra.
No fim, a retomada do programa lunar levanta questões que vão além da ciência: quem vai controlar esses recursos, como será essa exploração e quem chegará primeiro.
Por enquanto, tudo começa com o desafio mais imediato — garantir que missões tripuladas consigam ir, cumprir seus objetivos e voltar em segurança, abrindo caminho para uma nova era fora do planeta.
Com informações do G1

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