Estudo de brasileiro sobre rota para Marte repercute em mais de 50 países


Artigo de Marcelo de Oliveira Souza, revelado em primeira mão pela CNN Brasl, foi divulgado em mais de 26 idiomas; para o cientista é possível ir e voltar ao planeta vermelho em apenas sete meses

Brasileiro projeto caminho mais rápido para Marte • NASA

O estudo do brasileiro que descobriu uma rota de ida e volta para Marte em apenas sete meses, atingiu repercussão global desde a publicação. De acordo com o professor Marcelo de Oliveira Souza, já foram identificadas divulgações em cerca de 50 países e mais de 26 idiomas diferentes ao redor do mundo.

A CNN Brasil antecipou em primeira mão o estudo chamado "Utilizando dados orbitais iniciais de asteroides para missões rápidas a Marte" (em tradução livre), publicado posteriormente no dia 11 de abril na Acta Astronautica.

"Claro que para efetivar uma viagem, é preciso ter todo o ajuste da velocidade do foguete, para saber se alcança o que eu propus, tem a questão do que pode ser levado, a carga útil... fiz a proposta teórica. Simulei dois modelos, uma com a tecnologia que a gente não tem hoje, que é uma velocidade muito mais rápida, e outra, mais viável dentro da tecnologia que temos. Esta seria uma viagem de ida, permanecendo um período em Marte e retornando à Terra, totalizando 226 dias", explicou Marcelo de Oliveira Souza, em entrevista à CNN Brasil.

Souza divulgou algumas das publicações, portais de notícias de países como Argentina, Espanha e Índia. 

O trabalho inovador, intitulado "Utilizando dados orbitais iniciais de asteroides para missões rápidas a Marte", ganhou destaque na plataforma de literatura científica norte-americana Science Direct e foi aceito na revista Acta Astronautica, vinculada à Academia Internacional de Astronáutica.

A pesquisa desenvolveu uma nova rota espacial capaz de encurtar o tempo de viagem a Marte em até três vezes, reduzindo o trajeto para um período entre 153 e 226 dias, cerca de sete meses, um prazo considerado mais viável do que as missões convencionais, que costumam durar de dois a três anos.

O projeto começou em 2015, quando o físico passou a analisar as trajetórias de asteroides que passam próximos à Terra e ao planeta vermelho. Inicialmente realizando os cálculos de forma manual e demorada, o pesquisador deu um salto na pesquisa com o uso de inteligência artificial.

A tecnologia permitiu simular e checar os cálculos para desvendar "corredores geométricos" que viabilizam essas transferências interplanetárias rápidas. Os dados apontam que uma janela altamente favorável para a missão ocorrerá em 2031.


Quem é o cientista?

Marcelo de Oliveira Souza é graduado em Física e doutor em Cosmologia pela UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro), atuando hoje como professor na UENF (Universidade Estadual do Norte Fluminense).

Motivado na física por influência de Albert Einstein, o professor brasileiro constrói uma longa história na difusão da ciência. Ele é fundador do Clube de Astronomia Louis Cruls, que recentemente completou 30 anos.

A organização foi responsável por trazer ao Brasil o astronauta Buzz Aldrin, o segundo homem a pisar na Lua, para sua primeira palestra no país.

Além disso, Marcelo entrou para a história como o primeiro brasileiro agraciado com o prêmio da Dark Sky International, em reconhecimento à sua liderança na preservação do céu escuro, sendo uma peça-chave para a certificação do Parque Estadual do Desengano como o primeiro Dark Sky Park da América Latina.

O professor ainda coordena o projeto "Jovens Astros do Amanhã", que recebe financiamento e apoio do Consulado Geral dos Estados Unidos no Rio de Janeiro.


Fonte: CNN Brasil




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