Jovem de São Mateus morre atingido em ataque de drone na Guerra da Ucrânia


Jardel Sipriano Caetano deixou a cidade do Norte do Espírito Santo para servir ao exército ucraniano

Jardel Sipriano Caetano, nasceu em São Mateus e foi combater na Guerra da Ucrânia, onde morreu Arquivo da família

Um jovem capixaba de 23 anos morreu na guerra na Ucrânia, na última quarta-feira (29). Segundo a prima dele, Ana Paula Caetano de Souza, Jardel Sipriano Caetano nasceu em São Mateus, região do Norte do Espírito Santo, e estava no país europeu desde o dia 28 de janeiro deste ano.

Ela conta ter recebido uma ligação contando que o soldado Jardel havia sido "tombado". Segundo ela, é uma linguagem que os militares usam quando há morte no combate. Ana Paula explicou que o primo foi atingido por um ataque de um drone ao parar ao lado do corpo de um amigo brasileiro, que estava morto.
"O Jardel estava lá como um fuzileiro do Exército da Ucrânia. Fiquei sabendo de um sobrevivente que ele só morreu pelo drone pois estava passando, viu o amigo morto, não teve força e não conseguiu seguir em frente. Os amigos chamaram, falaram que ali era uma área muito perigosa, que os drones estavam em cima

Ana Paula Caetano de Souza Prima"
A família não tem esperanças de trazer o corpo de volta ao Brasil. "Essa é a nossa maior dor. Segundo o que o sargento me contou, não vão mandar o corpo, pois não conseguiram resgatá-lo. A morte em si, a gente sofre a dor da perda e você não poder enterrar, sepultar, ver pela última vez o seu ente querido. "Dói mais ainda", contou Ana Paula.

Jardel Sipriano Caetano foi criado pela tia, mãe de Ana Paula, desde os seis anos de vida. De acordo com a familiar, ele sempre expressou a vontade de servir ao Exército ucraniano e fez amigos brasileiros no país europeu. A guerra na Ucrânia começou em fevereiro de 2022, quando a Rússia invadiu o território vizinho.

“Ele foi muito corajoso, um guerreiro. Eu já o tinha como um herói, como uma pessoa que vai para uma guerra lutar por outro país, por amor ao próximo, pela paz daquele lugar. Para mim, uma pessoa dessa é um herói. Nós vamos amá-lo eternamente”, disse Ana Paula. Em memória ao jovem, a família realizou um culto em casa na quinta-feira (30).

O Itamaraty foi procurado para saber se o governo brasileiro teria mais esclarecimentos sobre o caso, mas não houve retorno.

Com informações de A Gazeta



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