Juliana Brasil teria tentado falsificar gravação de tela do sistema do hospital, segundo a polícia; perícia descartou falha no equipamento. Defesa nega falsificação.
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Caso Benício: polícia conclui que menino de 6 anos foi vítima de erro médico e morreu após overdose de adrenalina — Foto: Reprodução/TV Globo |
A Polícia Civil concluiu que a médica investigada pela morte de Benício, de 6 anos, tentou falsificar uma gravação de tela do sistema do hospital para sustentar a versão de que não cometeu erro na prescrição do medicamento que matou a criança.
Segundo o inquérito, a médica Juliana Brasil apresentou à Justiça um vídeo que supostamente mostraria uma falha no sistema eletrônico de prescrição do Hospital Santa Júlia, em Manaus. A defesa dela nega.
No registro, a plataforma apareceria trocando automaticamente a adrenalina por inalação — protocolo correto — pela administração intravenosa, que foi a forma aplicada.
Médica tentou forjar prova na morte de Benício, aponta investigação
A Polícia Civil concluiu que a médica investigada pela morte de Benício, de 6 anos, tentou falsificar uma gravação de tela do sistema do hospital para sustentar a versão de que não cometeu erro na prescrição do medicamento que matou a criança.
Segundo o inquérito, a médica Juliana Brasil apresentou à Justiça um vídeo que supostamente mostraria uma falha no sistema eletrônico de prescrição do Hospital Santa Júlia, em Manaus. A defesa dela nega — veja nota abaixo.
No registro, a plataforma apareceria trocando automaticamente a adrenalina por inalação — protocolo correto — pela administração intravenosa, que foi a forma aplicada e considerada fatal pelos peritos.
Uma perícia técnica, no entanto, descartou qualquer defeito no sistema.
No celular apreendido da médica, a polícia também encontrou mensagens que reforçam a suspeita de falsificação. Em uma delas, enviada após a morte do menino, Juliana afirma que teria oferecido dinheiro a uma pessoa para gravar algo que pudesse ajudá-la.
“Ofereci dinheiro pra ela filmar. Kkk. Ela disse que vai tentar”, diz o texto.
Para o delegado Marcelo Martins, responsável pelo caso, as mensagens indicam tentativa de construir artificialmente uma prova para sustentar a defesa.
“Está muito claro que ela produziu um vídeo para tentar se eximir de responsabilidade”, afirmou.
Benício morreu cerca de 14 horas após receber uma superdosagem de adrenalina diretamente na veia. A polícia concluiu que o quadro foi irreversível e que não houve falha da equipe da UTI após a intoxicação.
Juliana Brasil foi indiciada por homicídio doloso com dolo eventual, fraude processual e falsidade ideológica. Ela vai responder ao processo em liberdade. A médica e a técnica de enfermagem envolvida no caso podem ser levadas a júri popular.
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‘Ofereci dinheiro para ela filmar’: mensagem indica tentativa de médica de forjar prova na morte de Benício, aponta investigação — Foto: Reprodução/TV Globo |
Defesa nega falsificação
Em nota ao Fantástico, a defesa afirmou que o vídeo apresentado é verdadeiro e reiterou que o sistema do hospital apresentou falhas no dia do atendimento. A Polícia Civil, porém, diz que essa hipótese foi descartada tecnicamente.
O advogado Sérgio Figueiredo também afirmou que, no momento da intubação, Benício já não estava sob responsabilidade da médica.
“Ela já não estava sob o domínio daquela criança. Ela seguiu o plantão normalmente”, disse.
Questionado se Juliana teve participação na morte do menino, respondeu: “Não”.
Segundo a defesa, a técnica de enfermagem teria administrado o medicamento de forma inadequada por medo de perder o emprego, sem confirmar a prescrição.
“Trinta e um passos teriam evitado o que aconteceu com o Benício na UTI”, afirmou.
Fonte: G1

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