Um atendente de necrotério do Instituto Médico Legal (IML) de Santos, no litoral de São Paulo, foi preso preventivamente suspeito de acessar o celular de uma pessoa morta e realizar uma transferência bancária utilizando o aparelho da vítima dentro das dependências do órgão.
O servidor foi identificado com as iniciais D. N. R. A. Segundo as investigações, ele teria aproveitado o momento em que o telefone estava sob responsabilidade do instituto para movimentar valores da conta bancária da vítima. Após a transação, o aparelho teria sido danificado, ação que é investigada como uma possível tentativa de dificultar a apuração do caso e eliminar provas.
A movimentação financeira foi descoberta por familiares da pessoa falecida, que perceberam a ausência de dinheiro na conta bancária e procuraram a polícia para registrar a ocorrência. O valor transferido não foi divulgado pelas autoridades.
O caso foi inicialmente registrado no 3º Distrito Policial de Santos e posteriormente encaminhado à Corregedoria da Polícia Civil, responsável pela investigação da conduta do funcionário público. A apuração envolve suspeitas de crimes como peculato, furto, fraude eletrônica e destruição de vestígios probatórios.
Com o avanço das investigações, a Justiça decretou a prisão preventiva do atendente. Até o momento, não havia informação sobre a realização da audiência de custódia.
Em nota, a Polícia Civil informou que reprova qualquer tipo de irregularidade praticada por integrantes da instituição e afirmou que serão tomadas as providências administrativas e disciplinares necessárias.
O suspeito ingressou na carreira pública após aprovação em concurso realizado em 2013 para o cargo de atendente de necrotério. No ano passado, ele também participou de um processo seletivo para investigador de polícia, chegando a avançar até a etapa de prova oral.
As investigações seguem em andamento para esclarecer as circunstâncias do caso e confirmar a extensão dos possíveis danos causados.
Da Redação / Com informações UOL


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