Dupla é condenada a mais de 225 anos por execução de policiais em Cariacica


PMs foram mortos em emboscada após perseguição a suspeitos de roubo, em Cariacica

 Foto: Reprodução

O Tribunal do Júri de Cariacica condenou, na noite desta terça-feira (2), Érica Lopes Ferreira e Eduardo Bonfim Meireles pelos assassinatos dos policiais militares Paulo Eduardo Oliveira Celini e Bruno Mayer Ferrani. As penas impostas aos réus somam mais de 225 anos de prisão, em regime inicial fechado.

De acordo com o Ministério Público do Espírito Santo (MPES), Érica foi condenada a 99 anos e 11 meses de reclusão, enquanto Eduardo recebeu pena ainda maior: 125 anos e 9 meses de prisão.

Os dois foram considerados culpados por uma série de crimes graves, incluindo homicídio quadruplamente qualificado — por terem sido praticados contra agentes de segurança em serviço, com uso de arma de fogo de uso restrito, mediante emboscada e com o objetivo de ocultar outros crimes. Também pesaram contra eles acusações de associação criminosa armada, roubo, tentativa de latrocínio, porte ilegal de arma e furto qualificado. Eduardo ainda foi condenado por uso de documento falso.

O crime ocorreu na madrugada de 16 de outubro de 2022, no bairro Santa Bárbara. Segundo as investigações, o grupo retornava de um churrasco, em Vila Velha, quando abordou ocupantes de um carro parado na Rodovia Leste-Oeste, após um pneu furado. Aproveitando a vulnerabilidade das vítimas, os suspeitos anunciaram o assalto e chegaram a balear uma das pessoas.

A ação criminosa chamou a atenção dos policiais militares, que iniciaram uma perseguição ao veículo dos suspeitos. Durante o acompanhamento, no entanto, os agentes foram surpreendidos por uma emboscada.

De acordo com a investigação, Eduardo conseguiu sair do carro sem ser notado e se posicionou estrategicamente para atacar os policiais junto aos demais envolvidos. Os militares foram atingidos por disparos e socorridos pelo Samu, sendo levados ao Hospital Meridional, mas não resistiram aos ferimentos.

O julgamento contou com atuação dos promotores de Justiça Bruno Lima e Helaine Pimentel, que sustentaram as acusações apresentadas na denúncia.

Foto: Reprodução

Outros dois envolvidos no crime ainda aguardam julgamento. Eric da Silva Ferreira permanece preso preventivamente, enquanto Luana de Jesus Luz responde em liberdade provisória. Ambos aguardam a análise de recursos antes de serem levados ao Tribunal do Júri.



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