Prisão, determinada após o não pagamento de uma indenização por difamação, deverá ser cumprida em regime aberto
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O jornalista Luan Araújo e a ex-deputada federal Carla Zambelli — Foto: Reprodução/ Instagram/ Brenno Carvalho/ O GLOBO
Alvo de uma perseguição armada da ex-deputada federal Carla Zambelli em 2022, o jornalista Luan Araújo teve a prisão determinada pela Justiça de São Paulo após ser condenado em uma ação de crime contra a honra movido pela ex-parlamentar. A prisão, determinada após o não pagamento de uma indenização por difamação, deverá ser cumprida em regime aberto.
No processo, Zambelli alega que um texto publicado por Araújo em um site, após o episódio em que ela correu atrás do homem com uma arma em punho, a difamou e feriu a honra da mulher. A defesa de Araújo disse que vai entrar com um habeas corpus.
Nas redes sociais, Luan Araújo se descreve como "jornalista e vendedor de artigos para o lar". Formado na Universidade São Judas Tadeu, ele publicou no início da semana um vídeo no qual afirmava ter sido "bem menos vocal do que poderia ser sobre a violência" que sofreu da ex-deputada. Ele abriu um vaquinha online para arrecadar dinheiro e cobrir os gastos de um processo que move contra Zambelli por danos morais.
"Eu perdi oportunidades profissionais, perdi relacionamentos e perdi minha sanidade (...) O que eu tenho? Problemas psicológicos, desemprego, falta de oportunidades, uma condenação na justiça por um texto que escrevi, onde a justiça quer que eu pague um dinheiro que eu não tenho para pagar uma condenação que eu considero injusta", diz ele no vídeo.
Luan Araújo trabalhou como jornalista esportivo. Em fotos publicadas nas rede sociais, ele aparece em jogos de futebol e com camisas da Gaviões da Fiel, torcida organizada do Corinthians. Luan Araújo também é integrante do Coletivo Democracia Corinthiana, que afirma reunir "irmãs e irmãos corinthianos que lutam pela democracia, pela liberdade, contra o racismo, o machismo, a lgbtfobia e o fascismo".
Entenda o que aconteceu
A deputada diz que foi ofendida por Araújo em um texto publicado no portal Diário do Centro do Mundo, no qual ele conta sobre o episódio vivido em 2022, quando teve uma arma apontada em sua direção na Alameda Lorena, nos Jardins, em São Paulo. No artigo, ele escreve que Zambelli usou o episódio como "mais um espaço para fazer o picadeiro clássico de uma extrema-direita mesquinha, maldosa e que é mercadora da morte”.
O jornalista foi condenado pelo juiz a pagar uma indenização por difamação, no valor de cerca de R$2,2 mil.
A indenização, no entanto, segundo a Justiça, não foi paga. Em 1º de junho o juiz José Fernando Streinberg, determinou a prisão de Araújo. "Com efeito, tendo em vista que o condenado, apesar de devidamente intimado, não cumpriu a prestação pecuniária imposta [...] converto a pena restritiva de direitos em pena privativa de liberdade, nos moldes da sentença prolatada", diz a decisão.
Da Redação / Com informações O Globo

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