A Polícia Civil investiga o furto de 30 pavões de um criadouro localizado em São Mateus, no Norte do Espírito Santo. O crime aconteceu na madrugada do dia 28 de junho e provocou um prejuízo estimado em mais de R$ 60 mil à proprietária, que cria aves ornamentais há mais de duas décadas.
O furto foi descoberto na manhã seguinte, durante uma vistoria de rotina. Ao chegar ao viveiro, a criadora encontrou as telas de proteção cortadas e diversas penas espalhadas pelo local, indicando a ação dos criminosos. Até o momento, nenhum dos animais foi recuperado.
Pavões da espécie arlequim de verde Java são considerados raros. Três machos adultos e duas fêmeas adultas foram furtados de uma propriedade em São Mateus, no Espírito Santo. — Foto: Acervo pessoal |
Segundo a proprietária, algumas aves levadas são avaliadas em até R$ 10 mil. Entre elas estavam três machos e duas fêmeas adultas da variedade arlequim verde Java, considerada rara e utilizada para reprodução.
A criadora acredita que os responsáveis conheciam a propriedade e agiram de forma planejada.
"Levaram justamente as melhores aves. Eles entraram por um ponto onde as câmeras de segurança não registram imagens, o que reforça a suspeita de que conheciam bem o local", relatou.
As câmeras de monitoramento registraram dois veículos estacionados nos fundos da propriedade, a aproximadamente 250 metros do criadouro. A suspeita é de que os ocupantes tenham seguido a pé até os viveiros para capturar os animais.
Ainda conforme a proprietária, há indícios de que os criminosos tentaram retornar ao sítio na madrugada seguinte. Ela afirmou que algumas aves haviam sido transferidas de um viveiro para outro durante a invasão, possivelmente para facilitar uma nova ação. Moradores da região relataram a presença de um carro nas proximidades, mas, desta vez, os suspeitos não conseguiram entrar na propriedade.
Além do valor individual das aves, o prejuízo também afeta a atividade de reprodução. Filhotes de um casal da espécie arlequim verde Java podem ser comercializados por cerca de R$ 6 mil, enquanto cada ovo é vendido por aproximadamente R$ 200.
Em nota, a Polícia Civil informou que o caso segue sob investigação. Até o momento, ninguém foi preso e detalhes da apuração não serão divulgados para não comprometer as investigações.
Informações que possam ajudar na identificação dos responsáveis podem ser repassadas de forma anônima por meio do Disque-Denúncia 181 ou pelos canais oficiais da Polícia Civil.

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