Segundo o advogado da família, o crime não teria motivação. Ele afirma que a estudante iniciou a confusão ao arremessar garrafas contra a residência da vítima, atingindo o telhado.
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Vitória Caroline Marangoni Schneider, de 29 anos. — Foto: Arquivo pessoal
A estudante de Medicina Vitória Caroline Marangoni Schneider, de 29 anos, exigiu que o idoso Odair Brustolin, de 68 anos, se ajoelhasse e pedisse desculpas antes do atropelamento que resultou na morte dele, em Porto Velho. As informações constam na petição apresentada no caso e em declaração do advogado da família.
Segundo o advogado da família, Wilibrando Albuquerque, a investigada não conhecia a vítima nem seus familiares. O caso começou após uma confusão no condomínio onde a estudante mora. De acordo com o advogado, não havia qualquer relação ou contato anterior entre a investigada e a vítima antes da discussão.
Segundo o documento, ao chegar ao condomínio dirigindo, Vitória bateu o carro no portão de entrada do residencial. Após a colisão, Odair, seus familiares e outros moradores passaram a observar o ocorrido. Deste então, Vitória passou a apresentar o comportamento alterado.
Ainda segundo o documento, a estudante iniciou o conflito ao arremessar garrafas contra a residência da vítima e, em seguida, foi até o local onde ocorreu a discussão.
“Uma coisa sem propósito algum. Não se conheciam, não houve discussão antes. Não teve absolutamente nada”, afirmou o advogado da família ao g1.
A defesa da família de Odair informou que recebeu com tranquilidade a decisão da Justiça que converteu a prisão em flagrante em prisão preventiva e afirmou confiar no Poder Judiciário. Os familiares também disseram que vão adotar todas as medidas legais para responsabilizar a investigada pela morte.
Em nota, a defesa de Vitória Caroline lamentou o caso e afirmou que o processo segue os trâmites legais, com garantia do devido processo. A defesa também informou que, durante a audiência de custódia, a Justiça determinou a realização de um exame para avaliar as condições psicológicas da investigada.
O caso
Segundo testemunhas, a jovem identificada discutiu com pessoas na rua e tentou agredi-las. Após a briga, ela entrou no carro e jogou o veículo contra uma residência.
Imagens gravadas por vizinhos mostram que Vitória tentou atingir a casa uma primeira vez. Em seguida, ela deu marcha à ré e acelerou novamente, invadindo o imóvel e atropelando Odair Brustolin (veja vídeo acima).
Ele foi socorrido e levado para um hospital, mas não resistiu aos ferimentos e morreu, de acordo com familiares.
Após o ocorrido, Vitória fugiu do local. A Polícia Militar fez buscas na região para encontrar a mulher e o veículo. Pouco depois, a polícia recebeu a informação de que Vitória Caroline estava na casa de um amigo.
Os policiais foram até o endereço e encontraram a mulher sentada na varanda. O amigo contou que ela havia pedido ajuda depois de dizer que tinha se envolvido em uma discussão no condomínio onde mora. Segundo ele, o pedido era para fazer serviços de lanternagem e pintura no carro.
Ainda de acordo com o boletim de ocorrência, os policiais pediram novamente que Vitória saísse da casa. Ela atendeu ao pedido e foi até os policiais. Conforme o registro, ela estava bastante exaltada e agressiva. Em seguida, recebeu voz de prisão e foi levada para o Departamento de Flagrantes.
Justiça manteve a prisão
A Justiça de Rondônia converteu em preventiva a prisão de Vitória Caroline Marangoni Schneider. A decisão foi tomada durante a audiência de custódia desta quinta-feira (2).
A prisão preventiva é quando a pessoa fica presa antes do julgamento. Ela não tem prazo definido e pode ser mantida enquanto a Justiça entender que é necessária para garantir o andamento do processo ou a ordem pública.
Registro do momento em que mulher avança de carro contra portão — Foto: Print da tela
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Vítima Odair Brustolin, de 68 anos, o momento da invasão da casa e atropelamento e Vitória Caroline Marangoni Schneider, de 29 anos. — Foto: Arquivo pessoal e print da tela
Com informações do G1

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