Golpe do falso advogado faz empresário perder R$ 162 mil em Marilândia


Criminosos usaram dados reais de processo judicial para convencer vítima a fazer transferências e até contratar empréstimo


Um empresário de Marilândia teve um prejuízo de aproximadamente R$ 161.996,98 após cair em um golpe aplicado por criminosos que se passaram por seu advogado.

O caso ocorreu no início desta semana. Os golpistas entraram em contato com a vítima por meio do WhatsApp e utilizaram o nome, a foto e informações reais do verdadeiro advogado para dar credibilidade à fraude.

Durante a conversa, os criminosos afirmaram que uma empresa da qual o empresário é sócio havia obtido decisão favorável em um processo judicial e que valores estariam disponíveis para liberação.

Para reforçar a farsa, o grupo enviou imagens com dados verídicos da ação, incluindo nomes das partes e detalhes do processo. Convencido pela precisão das informações, o empresário acreditou que estava em contato com o profissional responsável pelo caso.

Em seguida, os golpistas passaram a solicitar transferências bancárias, pagamentos de boletos e outros depósitos, alegando que os valores eram necessários para liberar o dinheiro da suposta decisão judicial.

Acreditando na história, a vítima utilizou recursos próprios e de duas empresas, além de contratar um empréstimo para cumprir as exigências. 

A fraude só foi descoberta após a conclusão de todas as operações. O empresário constatou que não havia qualquer decisão judicial que exigisse pagamentos para liberação de valores.

Após perceber o golpe, ele entrou em contato com a instituição financeira, reuniu os comprovantes das transações e solicitou o bloqueio dos valores transferidos. O caso deve ser investigado para identificar os responsáveis e avaliar a possibilidade de recuperação do dinheiro.

Esse tipo de crime tem se tornado cada vez mais comum. Criminosos pesquisam processos judiciais, identificam advogados e clientes e utilizam informações reais para enganar as vítimas.

A recomendação é nunca realizar pagamentos solicitados por mensagens sem confirmar diretamente com o advogado, por meio de um número já conhecido. Também é importante desconfiar de pedidos de transferências, empréstimos ou pagamentos antecipados para liberar valores judiciais.



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