Thayná Endringer acumula quase 250 mil seguidores e exibia vida de luxo nas redes sociais; Flavio Medina é pai de um dos filhos da influenciadora
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A influenciadora Thayná Endringer e o ex-marido, o empresário Flavio dos Santos Medina, foram presos na Operação Slots, da Polícia Federal. Fotos: Reprodução/redes sociais |
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A influenciadora digital capixaba Thayná Rocha Endringer e o ex-marido, o empresário Flavio dos Santos Medina, detidos na quarta-feira (15) durante uma da Polícia Federal contra um esquema de apostas ilegais, continuam presos. A informação foi confirmada pela Secretaria da Justiça (Sejus) nesta sexta-feira (17).
O caso ganhou repercussão principalmente pela popularidade de Thayná, que concentra quase 250 mil seguidores no Instagram, e pela magnitude do montante bloqueado na operação: quase R$ 1 bilhão.
Nas redes sociais, a influenciadora exibia uma rotina de luxo, com festas de alto padrão, viagens internacionais para destinos como Suíça e Dubai e o dia a dia em uma mansão. Thayná e o ex-marido foram presos temporariamente durante a Operação Slots, que investiga uma organização criminosa suspeita de explorar plataformas clandestinas de apostas on-line e de praticar lavagem de dinheiro.
Advogados disputam o caso
A fama dos investigados também causou movimentação nos presídios onde eles estão detidos. Segundo apuração do Folha Vitória, cerca de 15 advogados visitaram Thayná na prisão, oferecendo seus serviços, e a influenciadora acabou assinando algumas procurações, o que fez com que mais de um advogado fosse habilitado para a defesa. Flavio também estaria sendo assediado por advogados no presídio.
Mas segundo o advogado Douglas Luz, somente o escritório dele representa a defesa técnica da influenciadora. Luz conversou com a reportagem do Folha Vitória e esclareceu que Thayná não é mais casada com Flavio. Segundo o defensor, o empresário é pai de um dos dois filhos da influenciadora, mas o casal não tem mais um relacionamento. Luz também confirmou que Thayná tem uma medida protetiva contra Flavio.
A influenciadora Thayná Endringer e o ex-marido, o empresário Flavio dos Santos Medina, foram presos na Operação Slots, da Polícia Federal. Fotos: Reprodução/redes sociais
O defensor também afirmou que os dois não foram presos no mesmo lugar. “Thayná Rocha Endringer foi presa em sua residência, situada no Condomínio Alphaville Jacuhy, enquanto o outro investigado foi localizado e preso em endereço diverso”, diz nota do advogado.
Douglas Luz destacou ainda que a prisão tem natureza cautelar e não representa um julgamento de culpa, ressaltando que a investigada continua amparada pelo princípio da presunção de inocência. Segundo a defesa, Thayná tem colaborado com as investigações. O processo tramita em segredo de Justiça.
O Tribunal de Justiça do Espírito Santo (TJES) também foi procurado pela reportagem para informar se já havia sido realizada a audiência de custódia do casal. Em nota, o órgão respondeu que “não existe atualização sobre audiência de custódia”.
Entenda
A Operação Slots foi deflagrada pela Polícia Federal na manhã de quarta-feira (15), com o cumprimento de mandados no Espírito Santo e em outros cinco estados. Segundo a investigação, o grupo utilizava empresas de fachada, plataformas de apostas sem autorização para funcionar no Brasil e mecanismos financeiros para ocultar a origem dos recursos obtidos com a atividade.
As investigações tiveram início após indícios de lavagem de dinheiro ligada ao tráfico de drogas. No decorrer da apuração, a Polícia Federal identificou uma estrutura voltada à exploração clandestina de plataformas de apostas on-line.
De acordo com a corporação, influenciadores digitais eram utilizados para divulgar os sites de apostas irregulares, enquanto empresas intermediadoras de pagamento recebiam, movimentavam e distribuíam os valores obtidos com a atividade.
A PF também afirma que os investigados apresentavam evolução patrimonial incompatível com a renda oficialmente declarada e utilizavam empresas com características de fachada. Além disso, as plataformas promovidas pelo grupo não possuíam autorização para operar no país.
Ao todo, a operação cumpriu 14 mandados de busca e apreensão e dois mandados de prisão temporária, expedidos pela 2ª Vara Criminal de Vitória. As ordens judiciais foram executadas no Espírito Santo, São Paulo, Rio de Janeiro, Paraná, Paraíba e Sergipe.
A Justiça ainda determinou o bloqueio e sequestro de bens e valores de até R$ 951,1 milhões, além do sequestro de um imóvel e de veículos de luxo. Também foram impostas medidas cautelares, como a suspensão das atividades das empresas investigadas e a proibição de divulgação de plataformas de apostas consideradas irregulares pelos investigados.
A defesa de Flavio Medina não foi localizada. O espaço segue aberto para futuras manifestações.
Com informações de Folha Vitória


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