Brasileira reclama de atendimento em restaurante na Itália e situação viraliza: ‘Queime os ovos e cuspa neles’


A cliente viu a mensagem na comanda do seu pedido; estabelecimento respondeu com vídeo debochando da situação. Jovem conversou com a mídia local

Vídeo do restaurante Victor Lab debocha da história da brasileira Maria Clara — Foto: Reprodução/Instagram

Apesar de morar na Itália, uma cliente brasileira, identificada apenas como Maria Clara, 20, não escapou de passar por uma situação desagradável em um restaurante na cidade de Riccione, na costa leste do país. O que seria um café da manhã em família se tornou um caso de mau atendimento viralizado nas redes sociais, com deboche do estabelecimento.

A situação aconteceu em 19 de agosto, no restaurante Victor Lab. Acompanhada da mãe e da tia, Maria Clara pediu ovos bem passados. O garçom teria respondido, de forma grosseira, que o estabelecimento não servia ovos mal passados – mas a surpresa veio quando a jovem recebeu o pedido e viu a comanda que a acompanhava: na nota, uma observação dizia: “essa é uma chata. Queimem os ovos e cuspam neles”, em italiano.

A história repercutiu nas redes sociais porque a família escreveu uma avaliação no Google e compartilhou a foto do comprovante. “Acho que esse bilhete que recebemos com a comida diz muito sobre o ambiente e o atendimento. É inaceitável frequentar um lugar assim e receber alimentos de origem questionável acompanhado por um mau serviço”, diz a crítica.

Em resposta ao comentário, o restaurante se desculpou pelo acontecimento. “O comportamento que você destacou foi completamente inapropriado e não reflete os nossos valores, atendimento ao cliente e profissionalismo”, aponta o texto.

De acordo com a réplica do Victor Lab, o diretor do estabelecimento interveio rapidamente, cancelando a cobrança e oferecendo itens da escolha da família, mas os clientes não aceitaram. “A gerência agiu imediatamente e tomou as medidas necessárias para garantir que incidentes similares não voltem a acontecer.”

Em entrevista ao Corriere di Bologna, a brasileira disse que, ao perceber a anotação, ficou assustada e pediu para falar com a gerência. O jovem garçom de 17 anos que atendia a mesa ficou “pálido e extremamente nervoso”. Ele teria pedido desculpas e dito que se tratava de uma “brincadeira entre ele e o cozinheiro”. O garçom também teria tentado pegar a comanda para jogá-la fora e Maria Clara ameaçou chamar a polícia.

A brasileira conta que, depois da viralização, começou a receber insultos, ameaças e comentários racistas. Por isso, preferiu se identificar apenas com o primeiro nome. “Se eu tivesse sido grosseira, poderia entender ele ficar irritado, mas não fui. Simplesmente pedi, da maneira mais educada possível, que meus ovos fossem cozidos por mais tempo”, disse.

A situação, porém, não se encerrou após a publicação da avaliação negativa no Google e um vídeo que mostrava a comanda. O Victor Lab fez um conteúdo debochando do ocorrido, publicado em 22 de agosto nos seus perfis do Instagram e do TikTok. Somados, os posts acumulam 380 mil visualizações.

O vídeo faz alusão ao caso, com um funcionário interpretando o garçom com o mesmo nome da comanda que atende um cliente exigente que diz que foi ao restaurante depois de conhecer a história dos ovos. Ele pergunta, em tom de brincadeira, se o consumidor quer o prato com ou sem cuspe. Depois, afirma que o garçom foi demitido, mas o conteúdo termina com uma enquete: o funcionário deve ser recontratado depois de pedir desculpas?

Nos comentários, muitos usuários consideraram o incidente imperdoável. “Este vídeo é constrangedor”, diz um deles. “Acredito que quem trabalha comete erros, e errar é humano e o perdão existe! No entanto, justamente por isso, esperava um vídeo com um pedido de desculpas sincero ao cliente e, de forma mais geral, a todos os clientes. A sensação é de que o erro foi tratado com muita leviandade”, comentou outra pessoa. “Não é o trabalho certo para o rapaz, visto que ele já nutre esse ódio básico pelos clientes, quanto mais para reativar…”, opinou outro usuário.


Com informações da revista pegn





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