Criança leva bolada na cabeça, passa mal e morre; família questiona atendimento médico


Aluno passou mal após atividade física, sofreu convulsão e morreu; família aponta possível falha em atendimento médico

Foto:Redes Sociais

Um menino de 11 anos morreu após passar mal em uma escola municipal em Bertioga, no litoral de São Paulo, depois de ser atingido por uma bolada na cabeça durante uma atividade física. O caso aconteceu na última quarta-feira (30) e está sendo investigado pela Polícia Civil.

Segundo relatos da família, após o impacto, o estudante voltou para a sala de aula, onde começou a se sentir mal. Em seguida, ele teve uma convulsão, caiu e bateu a cabeça novamente, possivelmente no chão ou em uma carteira.

No momento do ocorrido, a professora não estava na sala, e outros alunos acionaram funcionários da escola. Antes da chegada do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), um colaborador da unidade, que teria experiência como bombeiro, iniciou os primeiros socorros.

O menino foi levado por uma funcionária até a Unidade Bertioguense de Especialidades Médicas (Unibem), onde recebeu atendimento inicial. A família, no entanto, questiona os procedimentos adotados na unidade, especialmente uma suposta falha durante a intubação, que teria comprometido a respiração da criança.

Posteriormente, o Samu assumiu a ocorrência e transferiu o estudante em estado grave ao Hospital de Bertioga. Apesar das tentativas de reanimação por cerca de 40 minutos, o óbito foi confirmado na unidade.

Um exame preliminar do Instituto Médico Legal (IML) apontou que o menino sofreu um aneurisma na cabeça, seguido de infarto. Já o atestado de óbito indicou insuficiência respiratória como causa da morte. Exames complementares ainda serão realizados para esclarecer o caso.

A família também solicitou acesso às imagens de câmeras de segurança da escola para entender melhor como ocorreu a queda dentro da sala de aula.

Em nota, a Prefeitura de Bertioga lamentou a morte do estudante e informou que ele recebeu atendimento imediato, com adoção dos protocolos de emergência antes da transferência ao hospital. O município afirmou ainda que segue à disposição para prestar apoio aos familiares.





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