Mãe faz tomografia após o parto e recebe diagnóstico de doença genética que mudou sua vida


Bethany Worthey-Williams procurou o hospital por causa de uma pressão alta e uma enxaqueca persistente e descobriu uma condição renal hereditária que nunca soube que tinha

Uma complicação de saúde no pós-parto levou uma mãe de Nebraska, nos Estados Unidos, à descoberta de uma doença genética crônica que ela nem sabia carregar. Bethany Worthey-Williams, de 24 anos, compartilhou nas redes as imagens da tomografia que revelou o diagnóstico de doença renal policística autossômica dominante (DRPAD), uma condição hereditária que provoca o surgimento de cistos cheios de líquido nos rins ao longo do tempo. E tudo isso aconteceu poucas semanas depois de ela dar à luz.

Bethany foi diagnosticada com uma doença renal policística autossômica dominante (DRPAD), uma condição hereditária que provoca o surgimento de cistos cheios de líquido nos rins — Foto: Reprodução/redes sociais


Sintomas que ninguém levava a sério

Mãe de dois filhos com o marido, Vincent Williams, de 29 anos, Bethany contou à revista Newsweek que a preocupação começou logo após o parto, quando apresentou pressão alta ainda no hospital. Ela ficou uma noite a mais em observação, mas se sentiu bem o suficiente para voltar para casa no dia seguinte.

"Tudo ficou bem por alguns dias, e aí eu tive uma enxaqueca que surgiu do nada, junto com dor abdominal e falta de ar", relatou. Ela tentou controlar os sintomas em casa com analgésicos, cafeína, compressas quentes e frias, mas nada resolvia. "A enxaqueca durou cerca de uma semana, e eu ainda estava com pressão alta, então fui ao pronto-socorro."

No primeiro atendimento, os sintomas foram atribuídos às dificuldades normais da recuperação de um parto. "Fui criada para simplesmente aguentar a dor, então isso meio que reforçou essa crença", disse Bethany. Mas, os sintomas não passavam. Preocupada, ela procurou a obstetra, que orientou buscar novo atendimento caso a enxaqueca continuasse insuportável.


A tomografia que mudou tudo

Dias depois, o marido a levou a outro hospital, em Lincoln. "Quando chegamos, a diferença no atendimento era clara como o dia e a noite. Eu me senti vista e ouvida", contou. Ali, os médicos a diagnosticaram com pré-eclâmpsia pós-parto grave, uma complicação séria que pode surgir após o nascimento do bebê, causando pressão perigosamente alta e sinais de dano nos órgãos.

Ela foi internada para tratamento, mas foi um achado inesperado durante a internação que mudaria o rumo de sua vida. Ao notar uma sensibilidade incomum no abdômen, um médico solicitou uma tomografia com contraste. As imagens revelaram diversos cistos nos dois rins, pedras nos rins e lesões no fígado.

Bethany publicou a imagem da tomografia no TikTok, escrevendo que era "eternamente grata" pelo encaminhamento. No começo, ela mal sabia o que aquilo significava. "Fiquei atônita, porque eu nunca tinha nem ouvido falar de doença renal policística", contou.

"Ninguém na minha família tem a condição, mesmo sendo genética." Exames de sangue posteriores confirmaram que ela carregava a mutação genética, o que a deixou abalada. "Como isso pode estar acontecendo comigo? Por que eu sou a única com essa doença em uma família de 8 pessoas? O que isso significa para as minhas filhas?"


A preocupação com as filhas

Olhando para trás, Bethany hoje se pergunta se anos de problemas de saúde inexplicáveis podem ter tido relação com a doença. Antes da gravidez mais recente, ela teve cistos ovarianos que se rompiam com frequência, e questiona se havia alguma ligação, embora reconheça que há poucas pesquisas conectando as duas coisas.

Sete meses após o diagnóstico, ela convive com pedras nos rins recorrentes, sangue na urina e dor crônica. E há uma informação que pesa especialmente: segundo o nefrologista, cada uma de suas filhas tem 50% de chance de herdar a doença.

Por enquanto, Bethany foca em dar o exemplo, cultivando hábitos saudáveis e incentivando um estilo de vida ativo para os filhos, enquanto lida com um diagnóstico que nunca imaginou receber. "Só posso ter esperança e rezar para que minhas meninas não tenham essa doença", disse. "E, se tiverem, rezo para que haja uma cura quando forem diagnosticadas. Elas não merecem viver com essa doença. Ninguém merece."


Fonte: Revista Crescer



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