ES fecha 2º trimestre com PIB de R$ 72 bilhões, maior valor da história


Economia capixaba cresceu 4,8% no primeiro semestre e ficou acima da média nacional; indústria foi o principal motor do resultado

Nos últimos quatro trimestres, o PIB do Espírito Santo chegou ao valor acumulado de R$ 259,2 bilhõesReprodução

O Espírito Santo encerrou o segundo trimestre de 2026 com um Produto Interno Bruto (PIB) de R$ 72,1 bilhões, o maior valor registrado em um único trimestre na série histórica do Estado. O resultado faz parte do levantamento do Instituto Jones dos Santos Neves (IJSN), divulgado nesta quinta-feira (3), que também aponta crescimento de 4,8% da economia capixaba no primeiro semestre, na comparação com o mesmo período de 2025.

Considerando os quatro últimos trimestres, o PIB do Espírito Santo chegou ao valor acumulado de R$ 259,2 bilhões. O desempenho da economia estadual também ficou acima do registrado pelo Brasil nas quatro bases de comparação analisadas pelo IJSN.

Na comparação com o primeiro trimestre de 2026, já descontados os efeitos sazonais, a economia capixaba avançou 1,9%. No mesmo período, a economia brasileira cresceu 0,5%. Na comparação entre o segundo trimestre de 2026 e o mesmo trimestre do ano passado, a alta do Espírito Santo foi de 4,7%, contra 2% no país.

O principal destaque do resultado foi a indústria. No acumulado do primeiro semestre, o setor registrou expansão de 10,9%, enquanto os serviços avançaram 2,9%. A agropecuária teve retração de 0,4% no período.

O desempenho industrial foi puxado principalmente pela indústria extrativa, que cresceu 32% no segundo trimestre. Dentro desse segmento, a produção de petróleo avançou 46,3%, enquanto a de gás natural teve alta de 98,4%. Também houve crescimento na produção de pelotas de minério de ferro da Vale, de 28%, e da Samarco, de 8%.

A indústria de transformação, por outro lado, recuou 2,8% no trimestre, com quedas de 9,7% na produção de alimentos e de 6,9% no segmento decelulose e papel.

Nos serviços, alguns dos destaques foram o comércio varejista ampliado, com crescimento de 5,8%, os serviços prestados às famílias, com alta de 5,6%, e o segmento de transporte, serviços auxiliares aos transportes e correio, que cresceu 0,5%.

Na avaliação do secretário de Estado de Desenvolvimento, Rogério Salume, o desempenho reforça a estratégia de tornar o Espírito Santo mais atrativo para novos investimentos. Segundo ele, o Estado passou a ser considerado por empresas que anteriormente não tinham o mercado capixaba como primeira opção.

"O Espírito Santo deixou de ser aquele Estado que ninguém pensa para ser o primeiro que todas as empresas, todos os grandes negócios, estão olhando.

Rogério Salume, secretário de Estado de Desenvolvimento"

Salume afirma que o governo tem realizado uma estratégia de prospecção em outros Estados brasileiros para apresentar o ambiente de negócios capixaba e buscar novos investimentos. Segundo ele, empresas que já estão instaladas no Espírito Santo também possuem projetos de expansão, enquanto outros grupos estão em negociação sob acordos de confidencialidade.

Para o secretário, a infraestrutura será um dos fatores determinantes para a atração de investimentos nos próximos anos, especialmente diante das mudanças provocadas pela reforma tributária.

O secretário de Estado de Economia e Planejamento, Álvaro Duboc, também destaca que o resultado econômico deve ser analisado em conjunto com a situação fiscal do Estado e os investimentos públicos realizados nos últimos anos.

"O desafio é continuar nesse processo, gerando oportunidade e atraindo empresas para que o Espírito Santo continue sendo um Estado reconhecido e de referência nacional em diversas áreas.

Álvaro Duboc, secretário de Economia e Planejamento"


Indústria e logística

De acordo com o IJSN, o resultado do primeiro semestre mostra uma economia capixaba com forte participação da indústria, especialmente do setor extrativo. A expansão da produção de petróleo e gás teve peso relevante no desempenho do período.

O governo, no entanto, afirma que a estratégia é ampliar a diversificação da economia e atrair investimentos para outros segmentos.

Salume cita como prioridades áreas como tecnologia, transição energética, logística e indústria. Também destaca a estrutura logística do Estado, que, segundo ele, coloca uma parcela significativa do mercado consumidor brasileiro em um raio de até 1.200 quilômetros.

Outra frente é a organização dos investimentos logísticos por meio dos projetos Parklog Norte e Parklog Sul, que buscam integrar portos, ferrovias, rodovias, empresas e municípios.

O Parklog Norte, com sede em Aracruz e abrangência de 12 municípios, já está em operação. No Sul do Estado, os estudos foram concluídos e a estrutura de governança está em fase de implantação.

Com informações da A Gazeta



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