Melanoma pode surgir fora da pele e exige atenção ao diagnóstico precoce


Estudo alerta para formas menos frequentes e mais agressivas da doença, que podem atingir os olhos, mucosas e órgãos internos.

© Marcelo Camargo/Agência Brasil

O melanoma, conhecido principalmente como um tipo de câncer de pele, também pode se desenvolver em outras partes do corpo, como os olhos, as mucosas da boca e órgãos dos sistemas genital e digestório. O alerta é da Fundação do Câncer, que destaca a importância do diagnóstico precoce para reduzir os riscos da doença.

Segundo a 12ª edição do boletim Análises e Tendências em Câncer, foram avaliados 42.255 registros hospitalares no Brasil. Desse total, 92,2% correspondiam a melanomas cutâneos, enquanto 5,7% eram oculares e 2,5% atingiam mucosas.

Embora menos comuns, os melanomas extracutâneos apresentam maior potencial de disseminação para outros tecidos e órgãos. Entre os casos registrados fora da pele, o olho foi a principal localização, representando 75% das ocorrências.

Um dos desafios apontados pelos especialistas é que o melanoma ocular pode não apresentar sintomas nas fases iniciais. Quando surgem, os sinais podem incluir visão embaçada, flashes luminosos, manchas no campo visual e perda de visão.

O estudo reforça que o enfrentamento da doença depende da identificação precoce, do acesso ao tratamento e da integração entre diferentes especialidades médicas. A orientação é procurar avaliação profissional diante de alterações persistentes na visão ou em outras partes do corpo.

A Fundação do Câncer ressalta que o conhecimento sobre as diferentes manifestações do melanoma é fundamental para melhorar a prevenção, o diagnóstico e a assistência aos pacientes.


Da Redação / Com informações Agência Brasil




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