Vítima criou perfil falso para publicar gravação e pedir ajuda; homem de 54 anos foi preso, teve prisão preventiva decretada e virou réu por crimes de violência doméstica
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Foto: Reprodução redes Sociais
Uma mulher vítima de violência doméstica conseguiu pedir ajuda pelas redes sociais após ser agredida pelo marido, em Jaguariaíva, nos Campos Gerais do Paraná. Durante as agressões, ela pediu ao filho de 8 anos que registrasse a violência com o celular. O episódio também foi presenciado pelo filho mais novo do casal, de apenas 2 anos.
O caso aconteceu no domingo 30 de agosto. Segundo a Polícia Civil e o Ministério Público, o homem, de 54 anos, teria agredido a esposa com socos, puxões de cabelo, empurrões e golpes utilizando um pedaço de madeira. Ele também teria tentado sufocá-la com um travesseiro e ameaçado matar a mulher e os filhos caso fosse denunciado.
Após as primeiras agressões, o homem teria impedido a esposa de deixar a residência, tomado o celular dela e voltado a atacá-la horas depois. Durante a madrugada, quando o marido dormiu, a vítima conseguiu recuperar o aparelho.
Como era impedida pelo companheiro de manter contas próprias nas redes sociais, a mulher criou um perfil falso para publicar a gravação e pedir socorro. O vídeo chegou até a irmã dela, que acionou a Guarda Municipal.
Na gravação, a vítima demonstra o medo de que a situação terminasse em morte e afirma que, caso morresse em decorrência das agressões, pelo menos o marido seria preso.
O Ministério Público também informou que o homem teria desferido um golpe nas costas do enteado durante o episódio. A vítima sofreu lesões consideradas graves.
Após ser localizado, o suspeito foi preso em flagrante. A prisão posteriormente foi convertida em preventiva e, até a manhã desta sexta-feira (4), ele permanecia detido.
O Ministério Público denunciou o homem pelos crimes de lesão corporal qualificada, ameaça e vias de fato, todos no contexto de violência doméstica. A Justiça aceitou a denúncia, e ele passou à condição de réu. O processo agora segue em tramitação judicial.
Para preservar a identidade da mulher e das crianças, o nome do acusado não foi divulgado.

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