Atletas tiveram celulares apreendidos durante a Operação A Tropa; Polícia Civil apura relação dos atletas com investigado por homicídio na Serra
Hayner William Monjardim Cordeiro e David CorrêaRedes Sociais
A Polícia Civil do Espírito Santo deflagrou, na segunda-feira (31), a Operação “A Tropa”, que investiga a atuação de um grupo criminoso e a possível relação de pessoas próximas a Ruan de Freitas Camargo Cruz, apontado como um dos executores de um homicídio ocorrido na Serra, na Grande Vitória.
Entre os alvos da operação estão dois jogadores capixabas que atuam no futebol profissional: David Corrêa, atacante do Vasco da Gama, e Hayner William Monjardim Cordeiro, lateral-direito do Vila Nova, de Goiás. Os atletas foram submetidos a mandados de busca e apreensão, com recolhimento de aparelhos celulares.
A investigação tramita sob segredo de Justiça na 4ª Vara Criminal da Serra. Além dos jogadores e de Ruan, outros três homens foram alvo da ação: Edson Vander da Silva Junior, Raphael Marim de Lima e Arildo Alves de Oliveira.
De acordo com informações divulgadas pelo pela imprensa carioca, a operação é um desdobramento das investigações que resultaram na prisão de Ruan. A Polícia Civil busca esclarecer a extensão da relação entre os investigados e verificar se há algum vínculo com as atividades criminosas atribuídas ao grupo.
David e Hayner seriam amigos de infância e cresceram na mesma região da Serra. Durante as investigações, policiais teriam localizado, no celular de Ruan, conversas mantidas com os dois atletas. A existência dos contatos, entretanto, não significa, por si só, participação dos jogadores nas atividades criminosas investigadas.
No Rio de Janeiro, policiais civis do Espírito Santo e do estado fluminense cumpriram mandado na residência de David, na Barra da Tijuca. Dois celulares do jogador foram apreendidos. Após acompanhar as buscas, o atleta esteve na 14ª Delegacia de Polícia, no Leblon, mas não prestou depoimento naquele momento. Segundo o RJ2, ele solicitou que fosse ouvido posteriormente.
As equipes policiais também estiveram no Centro de Treinamento do Vasco, em Jacarepaguá, onde foram recebidas por dirigentes do clube.
Em Goiânia, o lateral Hayner também teve o celular apreendido. Segundo o Vila Nova, os mandados foram cumpridos na residência do jogador e no Centro de Treinamento Vila do Tigre, especificamente em seu armário pessoal.
Em nota, o clube informou que o atleta declarou não ter qualquer envolvimento com atividades ilícitas e que acredita ter sido incluído entre os alvos da medida judicial em razão da amizade de infância com um dos investigados por tráfico de drogas, que também é capixaba e teria crescido na mesma comunidade que o jogador.
Os clubes informaram ainda que os atletas demonstraram disposição para colaborar com as investigações.
O diretor executivo de futebol do Vasco, Admar Lopes, afirmou ao RJ2 que o clube está colaborando com as autoridades e que o jogador segue trabalhando normalmente enquanto as investigações estão em andamento.
A assessoria dos jogadores foi procurada pela reportagem, mas não havia apresentado manifestação até a última atualização. O espaço permanece aberto para eventuais esclarecimentos.
Investigação sobre homicídio na Serra
Ruan de Freitas Camargo Cruz está preso e é apontado pela Polícia Civil como um dos responsáveis pela execução de Wellington de Souza Lima, de 47 anos, morto em março de 2024, no bairro Parque Residencial Laranjeiras, na Serra.
Segundo as investigações, a ordem para o assassinato teria partido de dentro de um presídio no Rio de Janeiro. A determinação teria sido repassada aos executores por meio de uma videochamada.
Wellington foi atacado enquanto estava dentro de um veículo. Conforme a Polícia Civil, foram efetuados 79 disparos contra o carro, dos quais 27 atingiram a vítima.
Ruan também responde, juntamente com Edson Vander da Silva Junior, por uma tentativa de homicídio registrada no mesmo mês, no bairro Novo Porto Canoa, também na Serra. Segundo as investigações, os dois casos estariam relacionados a conflitos envolvendo o tráfico de drogas.
A Operação “A Tropa” busca aprofundar a apuração sobre a atuação do grupo e esclarecer se existe participação e o grau de envolvimento de cada um dos investigados.
Ruan de Freitas Camargo Cruz - Polícia Civil
Fonte: Da Redação / Com informações de A gazeta


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