Operação Zé Colmeia investiga furtos e suposta falsificação de mel no Sul do ES


Dois irmãos foram alvos da ação em Guaçuí e Dores do Rio Preto; policiais apreenderam motosserras, roçadeiras, ferramentas e garrafas com produto semelhante a mel

Divulgação | Polícia Civil

Uma operação da Polícia Civil, com apoio da Polícia Militar, investiga dois irmãos, de 41 e 40 anos, suspeitos de envolvimento em furtos e na produção e comercialização de mel supostamente falsificado em municípios do Sul do Espírito Santo.

A Operação Zé Colmeia foi realizada na manhã de quarta-feira (2), com o cumprimento de quatro mandados de busca e apreensão em Guaçuí e Dores do Rio Preto.

Durante as diligências, os policiais localizaram diversos equipamentos que, segundo a investigação, podem ter origem em furtos. Os materiais estavam em uma residência pertencente à mãe dos investigados e incluem motosserras, roçadeiras, furadeiras, esmerilhadeiras, serra tico-tico, máquina de solda, celas para cavalos, televisão, computadores, aparelho de ar-condicionado e micro-ondas.

De acordo com a Polícia Civil, os irmãos não apresentaram documentação capaz de comprovar a procedência dos produtos. Os equipamentos foram recolhidos e encaminhados para a delegacia, onde serão analisados durante o andamento das investigações.

Em outro imóvel, alugado pelos suspeitos no bairro Antônio Francisco Moreira, em Guaçuí, os investigadores encontraram garrafas contendo uma substância com aparência semelhante à de mel de abelha. A suspeita é de que o endereço fosse utilizado para uma possível produção clandestina do produto.

Na casa de um dos irmãos também foram localizados rótulos de associações de produtores de municípios de Minas Gerais. Para a Polícia Civil, os materiais podem ter sido utilizados para colocar uma origem diferente nas garrafas do produto produzido em Guaçuí.

O conteúdo apreendido será submetido a análise para identificar sua composição e verificar se houve adulteração ou falsificação.

A investigação também identificou um veículo que seria utilizado por um dos irmãos para transportar o produto. Conforme a Polícia Civil, o suspeito levaria o suposto mel para comercialização em Iconha, Rio Novo do Sul e Itapemirim.

Os investigadores ainda apuram se o homem teria participação em furtos registrados em propriedades rurais desses municípios. A hipótese é de que, durante os deslocamentos para comercializar o produto, ele identificasse locais que posteriormente poderiam ser alvo dos crimes.

Os dois irmãos foram levados à Delegacia de Polícia de Guaçuí, onde prestaram depoimento. Após os procedimentos, eles foram liberados. A investigação permanece em andamento para esclarecer a origem dos equipamentos, a composição do produto encontrado e a eventual participação dos suspeitos nos furtos.





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