Lula participou do desfile oficial em Brasília, enquanto Flávio Bolsonaro, Zema e Renan Santos levaram apoiadores às ruas de São Paulo; Caiado e Augusto Cury também cumpriram agendas públicas
O feriado de 7 de Setembro ganhou forte dimensão política em meio à corrida presidencial de 2026. A pouco menos de um mês do primeiro turno das eleições, os principais candidatos à Presidência da República aproveitaram a data da Independência do Brasil para participar de cerimônias oficiais, caminhadas e manifestações públicas em diferentes cidades.
A programação expôs, mais uma vez, a divisão política que marca a disputa pelo Palácio do Planalto. De um lado, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) participou do tradicional desfile cívico-militar em Brasília. Do outro, candidatos de oposição, principalmente Flávio Bolsonaro (PL), Romeu Zema (Novo) e Renan Santos (Missão), participaram de atos em São Paulo com críticas ao governo federal e ao Supremo Tribunal Federal (STF).
Lula participa do desfile em Brasília
Em Brasília, Lula participou do desfile de 7 de Setembro na Esplanada dos Ministérios, na condição de presidente da República. O evento teve como tema “Soberania – A força que une o Brasil” e reuniu autoridades dos Três Poderes, incluindo o presidente do STF, Edson Fachin, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, e o presidente da Câmara, Hugo Motta.
A cerimônia contou com a participação das Forças Armadas e abordou temas como soberania nacional, enfrentamento à violência contra as mulheres e a Copa do Mundo Feminina de 2027.
Durante o evento, Lula também interagiu com apoiadores. O presidente, que busca a reeleição, manteve uma postura mais institucional e evitou transformar o desfile em um ato formal de campanha, em meio aos cuidados adotados pelo governo para não infringir as regras eleitorais.
A presença de Lula na solenidade contrastou com a mobilização da oposição na Avenida Paulista, em São Paulo.
Flávio Bolsonaro leva oposição para a Avenida Paulista
Principal ato político de oposição do dia, a manifestação liderada pelo candidato do PL à Presidência, Flávio Bolsonaro, ocorreu na Avenida Paulista, em São Paulo, durante a tarde.
O evento teve como principais palavras de ordem “Fora Lula” e “Fora Moraes”, direcionando críticas tanto ao presidente da República quanto ao ministro Alexandre de Moraes, do STF. A manifestação também contou com a presença de importantes nomes da direita, entre eles o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, além de lideranças políticas e religiosas.
O ato ocorreu em meio à crise que envolve integrantes do Supremo e às recentes discussões relacionadas ao caso Banco Master. O ministro André Mendonça, que tornou público um relatório relacionado às investigações, passou a receber manifestações de apoio de setores ligados ao bolsonarismo.
Durante a manifestação, discursos de aliados de Flávio associaram o governo Lula ao ministro Alexandre de Moraes e defenderam uma mudança na composição política do Congresso para viabilizar pautas conservadoras.
O ato transformou a Avenida Paulista em um dos principais palcos políticos do feriado e reforçou a estratégia de campanha de Flávio de ocupar o espaço deixado pelo pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro.
Zema faz caminhada e critica ministros do STF
Antes da manifestação organizada pelo PL, o candidato Romeu Zema (Novo) participou de uma caminhada na Avenida Paulista.
O ex-governador de Minas Gerais direcionou seu discurso principalmente ao Supremo Tribunal Federal. Zema criticou ministros da Corte e defendeu mudanças na forma de escolha dos integrantes do tribunal.
Durante o ato, também fez críticas diretas a Alexandre de Moraes e afirmou esperar que a ministra Cármen Lúcia se posicione contra o que classificou como corporativismo dentro do STF.
A manifestação de Zema ocorreu de forma independente do ato organizado posteriormente por Flávio Bolsonaro, evidenciando a divisão da direita em diferentes mobilizações neste 7 de Setembro.
Renan Santos faz protesto no Ibirapuera
Outro candidato que levou sua campanha às ruas de São Paulo foi Renan Santos (Missão). O presidenciável participou de um ato no Obelisco do Ibirapuera, com críticas ao Supremo Tribunal Federal e às instituições políticas.
Durante o protesto, Renan lançou um manifesto no qual defendeu o afastamento de ministros do STF e fez críticas ao que chamou de privilégios das elites políticas e econômicas. O candidato também voltou a atacar Alexandre de Moraes e Dias Toffoli.
A manifestação reforçou o posicionamento do candidato de ocupar um espaço mais radical de oposição ao sistema político tradicional e à atual composição do Supremo.
Augusto Cury aposta em discurso de terceira via
No Rio de Janeiro, o candidato Augusto Cury (Avante) escolheu a praia de Copacabana para realizar a chamada “Caminhada da Independência”.
Sob chuva, Cury percorreu a orla e discursou em um trio elétrico. O candidato apresentou-se como alternativa à polarização entre Lula e a direita bolsonarista, defendendo uma chamada terceira via.
Em seu discurso, Cury afirmou que o Brasil não pode permanecer dividido entre os dois principais grupos políticos e defendeu pacificação, diálogo e redução da polarização.
O candidato também comentou a crise no STF e manifestou apoio ao ministro André Mendonça, defendendo que eventuais denúncias de corrupção sejam investigadas com independência e transparência.
Caiado participa de desfile em Goiânia e critica Lula
Em Goiânia, o candidato do PSD à Presidência, Ronaldo Caiado, acompanhou o desfile cívico-militar de 7 de Setembro.
Apesar de participar de uma cerimônia oficial, Caiado aproveitou a presença de jornalistas para fazer críticas ao presidente Lula. O candidato afirmou que o petista não teria “autoridade moral” para falar sobre patriotismo e soberania.
Caiado também voltou a defender mudanças na composição do STF e afirmou que, caso seja eleito presidente, pretende indicar apenas mulheres para ocupar vagas na Suprema Corte.
Um feriado transformado em termômetro eleitoral
O 7 de Setembro de 2026 mostrou que a campanha presidencial já entrou em uma fase de forte mobilização pública. Embora os candidatos tenham adotado estratégias diferentes, a data serviu para expor os principais temas que devem dominar a disputa até outubro.
Enquanto Lula utilizou a cerimônia oficial em Brasília para reforçar a mensagem institucional de soberania nacional, a oposição concentrou seus discursos em críticas ao governo federal e ao Supremo Tribunal Federal.
Em São Paulo, a presença simultânea de Flávio Bolsonaro, Romeu Zema e Renan Santos em manifestações distintas revelou também a disputa pelo eleitorado de direita. No Rio, Augusto Cury tentou ocupar o espaço da chamada terceira via, enquanto Caiado aproveitou o desfile em Goiânia para confrontar o discurso do governo.
O feriado, portanto, terminou como mais um capítulo da disputa presidencial de 2026 — e, além das comemorações pela Independência do Brasil, serviu como uma espécie de ensaio das forças políticas que estarão nas ruas nas próximas semanas em busca do voto dos brasileiros.
O feriado, portanto, terminou como mais um capítulo da disputa presidencial de 2026, e além das comemorações pela Independência do Brasil, serviu como uma espécie de ensaio das forças políticas que estarão nas ruas nas próximas semanas em busca do voto dos brasileiros.
Este conteúdo foi produzido com auxílio de ferramenta de inteligência artificial e as informações foram revisadas editorialmente.


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